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Expectativas para 2026: escolas apostam em inovação, acolhimento e ampliação de projetos pedagógicos

Instituições de ensino da cidade intensificam preparativos para o início do ano letivo, com projetos pedagógicos, melhorias na infraestrutura e atenção ao desenvolvimento integral dos alunos

A poucos dias do início do ano letivo de 2026, escolas da cidade vivem um período intenso de planejamento e preparação. Além da organização das salas de aula e da definição dos calendários escolares, as instituições concentram esforços no treinamento de professores, no alinhamento pedagógico e na implantação de novos projetos educacionais. O cenário reflete expectativas positivas para o novo ciclo, marcado por investimentos em inovação, ampliação da infraestrutura e atenção ao desenvolvimento acadêmico, emocional e social dos alunos.

Branta International School destaca ensino bilíngue, tecnologia e nova quadra esportiva

O Branta International School inicia 2026 reforçando sua proposta educacional voltada à formação global dos alunos. Segundo a coordenadora pedagógica Daniela Spinoso, a escola nasceu com um conceito de vanguarda. “Aqui, o futuro começa agora. Já nascemos como uma escola bilíngue, onde a língua não é apenas ensinada, mas vivida no dia a dia”, afirma.

A tecnologia também integra o projeto pedagógico da instituição. De acordo com Daniela, o Branta é a única escola da região reconhecida como Apple Distinguished School, onde tecnologia e criatividade caminham juntas no processo de aprendizagem. “Os alunos recebem dupla certificação, com diploma nacional e equivalente ao high school americano, além de um trabalho contínuo voltado às habilidades socioemocionais, formando alunos preparados para a vida”, completa.

Outro destaque para 2026 é o investimento na área esportiva. A escola oferece modalidades como basquete, futsal, jiu-jitsu, taekwondo e balé. Uma das principais novidades é a nova quadra poliesportiva, projetada para ampliar as experiências pedagógicas e esportivas dos alunos.

Responsável pelo projeto, a arquiteta Silmara Lanatovitz explica que a quadra foi pensada para oferecer conforto térmico e soluções sustentáveis. “O ginásio foi projetado para ter maior conforto térmico, com ventilação cruzada e cobertura com acabamento branco, que contribui para a redução da temperatura interna. Também pensamos no escoamento adequado da água da chuva e em um piso com maior durabilidade, evitando manutenções constantes e o uso de materiais tóxicos”, afirma. Segundo ela, o espaço foi planejado para ser funcional, agradável e integrado à proposta pedagógica da escola.

Colégios Anglo Salto e Itu reforçam acolhimento e ampliam projetos pedagógicos

Nos Colégios Anglo Salto e Itu, a expectativa para o início do ano letivo é considerada positiva. Diretor e mantenedor das unidades, Fábio Augusto de Oliveira e Silva destaca que a preparação vai além da estrutura física. “Estamos preparando tudo para o bom retorno dos nossos alunos. Não só as salas de aula, mas toda a estrutura pedagógica, que envolve treinamento dos professores, alinhamento de expectativas, desde a entrega do material didático até o início das aulas”, afirma.

Segundo ele, o início do ano letivo é sempre um momento de grande envolvimento emocional. “Todo começo de ano é muito gratificante e também gera uma ansiedade. A gente não vê a hora de ver os corredores da escola movimentados novamente, recebendo não só os alunos que já eram nossos, mas também os novos, de braços abertos”, completa.

Para 2026, Fábio destaca a ampliação de projetos educacionais, especialmente na área de desenvolvimento de talentos e ensino de língua inglesa. “Uma das novidades mais expressivas é a parceria exclusiva com a Nitro Academy, uma escola de desenvolvimento de talentos. Todos os alunos do oitavo e do nono ano terão acesso a essa plataforma, que vai complementar a grade curricular de acordo com o interesse e a vontade de cada aluno”, explica.

Outra novidade apontada pelo diretor é o fortalecimento do ensino bilíngue. “O nosso projeto bilíngue, desenvolvido com a metodologia Sky Learning, da Red Balloon, será ampliado e passa a atender também o sétimo ano a partir de 2026. Além disso, estamos criando uma unidade própria da Red Balloon dentro da escola, o que vai trazer ainda mais qualidade para o ensino da língua inglesa e para os resultados que buscamos”, destaca.

Escola Vagalume Colégio Lumen aposta em acolhimento e formação integral

Na Escola Vagalume Colégio Lumen, a diretora e proprietária Maria da Graça Bragagnolo ressalta que o acolhimento segue como um dos principais pilares da instituição. “Um diferencial que sempre tivemos e que vamos continuar tendo em 2026 é acolher bem as nossas crianças e as nossas famílias. Os alunos, antigos e novos, fazem parte da nossa história”, afirma.

Para o novo ano letivo, a escola amplia projetos voltados à formação integral. “Trabalhamos educação financeira no terceiro, quarto e quinto anos do ensino fundamental, inteligência emocional com o primeiro e o segundo anos, e robótica com os alunos do fundamental, que terão aulas de programação”, explica.

Maria da Graça também destaca a ampliação da robótica para a educação infantil. “Em 2026, vamos iniciar a robótica no infantil cinco, e para isso estamos adquirindo novos Chromebooks para o uso das crianças durante as aulas”, afirma.

O programa bilíngue também segue como parte da proposta educacional da escola. “A Escola Vagalume não é uma escola bilíngue, mas temos um programa bilíngue trabalhado diariamente desde o infantil dois até o quinto ano. A proposta é que as crianças conheçam a nova língua, se apropriem da cultura e da vivência dessa língua”, completa.

Lista de material escolar pode ter variação de mais de 30% entre papelarias de Itu

Levantamento com base em uma mesma lista exigida por escola de educação infantil mostra diferenças expressivas nos preços finais e em itens específicos

Com a proximidade da volta às aulas, pais e responsáveis voltam a enfrentar um velho conhecido do início do ano: a lista de material escolar. Um levantamento realizado em Itu, a partir da cotação de uma mesma lista de educação infantil em diferentes papelarias da cidade, revelou que o valor final pode variar mais de 30%, dependendo do local escolhido para a compra.

A lista utilizada no comparativo reúne itens básicos e pedagógicos, como lápis, massas de modelar, tintas, papéis, materiais de artes e uso coletivo. Ao todo, foram analisados orçamentos completos e parciais, considerando produtos similares em quantidade e finalidade.

O menor valor encontrado foi de R$ 248,47, enquanto o mais alto chegou a R$ 333,70. Na prática, a diferença entre o menor e o maior orçamento representa uma variação aproximada de 34%, o que pode pesar significativamente no orçamento das famílias.

Diferença aparece no conjunto e também item a item

Além do valor total, a análise dos orçamentos mostra que alguns produtos específicos apresentam variações expressivas de preço, mesmo quando mantidas marcas semelhantes ou equivalentes.

Itens como cola bastão, aquarela, lápis de cor e canetinhas hidrográficas aparecem entre os mais discrepantes. Em um dos casos, a cola bastão de 40 gramas chegou a custar mais que o triplo do valor encontrado em outro orçamento. O mesmo ocorreu com conjuntos de aquarela, que variaram de menos de R$ 9 a quase R$ 35, dependendo da marca ofertada.

Materiais de uso coletivo, como fitas, papel sulfite, refis de cola quente e sacos plásticos, também apresentaram diferenças relevantes quando analisados em conjunto. Embora a variação individual de cada item pareça pequena, o impacto acumulado no valor final da lista é significativo.

Marcas, disponibilidade e política comercial influenciam preços

Outro fator que interfere no valor final é a marca disponibilizada. Em alguns orçamentos, determinados itens foram cotados com marcas tradicionais e reconhecidas no mercado, enquanto em outros foram oferecidas alternativas similares, com preços mais acessíveis, mas a mesma função pedagógica.

Além disso, nem todas as papelarias comercializam todos os itens solicitados na lista, como camisetas, jogos educativos ou produtos de higiene. Nesses casos, o orçamento fica parcial, o que exige que os pais completem as compras em outros estabelecimentos, podendo elevar o custo total.

Também há variação nas condições de pagamento. Em algumas cotações, o valor à vista com desconto se aproxima do menor preço encontrado, enquanto o parcelamento no cartão pode elevar o custo final.

Pesquisa e planejamento ajudam a reduzir gastos

O comparativo reforça a importância da pesquisa antes da compra do material escolar. Especialistas em educação financeira orientam que os pais comparem não apenas o valor final da lista, mas também a qualidade, a marca e a real necessidade de cada item solicitado.

Outra dica é verificar com a escola a possibilidade de substituição por marcas equivalentes, desde que mantenham a mesma função pedagógica. A compra antecipada e o pagamento à vista também podem garantir economia.

Em um cenário de orçamento apertado para muitas famílias, a diferença de mais de R$ 80 entre papelarias mostra que pesquisar preços deixou de ser apenas uma recomendação e passou a ser uma necessidade.

Ipem-SP alerta para riscos de materiais escolares sem selo do Inmetro

Com a intensificação das compras de material escolar neste período de volta às aulas, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) reforça a importância de atenção à segurança e à procedência dos produtos adquiridos. Segundo o órgão, a escolha de artigos escolares sem certificação pode representar riscos à saúde e à integridade de crianças e adolescentes.

Ao todo, 25 itens escolares precisam, obrigatoriamente, apresentar o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, que comprova que o produto atende aos requisitos mínimos de segurança exigidos pela legislação. Entre eles estão apontadores, borrachas, canetas, colas, lápis, lápis de cor, massas de modelar, tesouras de ponta redonda, estojos, réguas, tintas e lancheiras.

De acordo com o Ipem-SP, a presença do selo indica que o produto passou por testes que avaliam aspectos como toxicidade, presença de bordas cortantes e partes pequenas que podem ser engolidas, reduzindo a possibilidade de acidentes de consumo. Giz para quadro negro e cadernos espiral estão entre os itens que não exigem certificação obrigatória.

O órgão orienta que pais e responsáveis verifiquem se o selo está presente na embalagem ou no próprio produto antes da compra. No caso de materiais vendidos a granel, como lápis e borrachas, a identificação deve estar visível na embalagem expositora. Outra recomendação é evitar a compra em comércios informais, que não garantem a procedência nem o cumprimento das normas de segurança.

O Ipem-SP também destaca a importância de exigir e guardar a nota fiscal, documento essencial em casos de troca, reclamação ou denúncia. Caso o consumidor identifique a comercialização de artigos escolares sem certificação, a orientação é registrar denúncia junto à Ouvidoria do instituto.

A fiscalização desses produtos segue normas federais em vigor desde 2015 e envolve fabricantes, importadores, distribuidores e lojistas, que são responsáveis por garantir que apenas artigos certificados sejam colocados à venda. O objetivo é assegurar que os materiais utilizados no ambiente escolar não coloquem em risco a saúde e a segurança de crianças com menos de 14 anos.

Volta às aulas deve movimentar mais de R$ 53 bilhões no mercado de material escolar em 2026

Expectativa de crescimento no setor impulsiona contratações, reforço de estoques e amplia atenção das famílias ao planejamento financeiro

A proximidade do início do ano letivo aquece o comércio de material escolar em todo o país. A expectativa é de que o investimento das famílias nesses itens ultrapasse R$ 53 bilhões em 2026, segundo estimativas da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), com base em levantamento do Instituto Locomotiva.

De acordo com a pesquisa, o setor de papelaria deve encerrar 2025 com um volume de compras superior a R$ 51 bilhões. Para este ano, a projeção aponta crescimento entre 3% e 6%, impulsionado principalmente pela reposição de materiais, aquisição de apostilas e ampliação do consumo tanto no comércio físico quanto nas plataformas on-line.

Para lojistas do segmento, a volta às aulas representa o período mais relevante do calendário anual. A alta na procura exige planejamento antecipado, reforço de estoques e ampliação das equipes para atender à demanda concentrada nos meses que antecedem o início das aulas.

Diante do impacto financeiro que a lista de material escolar pode gerar, muitas famílias têm recorrido ao planejamento para evitar surpresas. A contadora Bruna Segatto, de 34 anos, mãe de dois meninos gêmeos de 11 anos que ingressam no 6º ano do Ensino Fundamental em 2026, conta que a maior parte dos itens precisa ser renovada anualmente.

“Tentamos reaproveitar o que ainda está em bom estado, mas, na prática, sobra pouca coisa. Por isso, nos organizamos com antecedência para comprar tanto o material escolar quanto as apostilas, estimando o valor total para não comprometer o orçamento”, relata.

Outra estratégia comum é antecipar as compras para fugir dos preços mais elevados e do movimento intenso nas lojas. É o caso da administradora de empresas Marina Freitas, de 44 anos, mãe de uma criança de 9 anos e outra de 6. “Sempre que possível, compramos antes do fim do ano para aproveitar valores melhores e encontrar mais opções”, explica.

Neste ano, porém, a falta de tempo fez com que a família deixasse as compras para janeiro. “Busco praticidade. Prefiro resolver tudo em um único lugar e, quando necessário, recorro às lojas virtuais para completar a lista”, afirma Marina.

Comércio físico e on-line dividem protagonismo

O avanço das compras digitais também influencia o comportamento do consumidor neste período. Para atender essa demanda, lojistas do setor têm investido tanto na estrutura física quanto no e-commerce, apostando em um desempenho positivo ao longo da temporada de volta às aulas.

A expectativa do setor é de crescimento significativo nas vendas, refletindo não apenas o aumento do número de estudantes, mas também a diversificação dos produtos e a busca por conveniência por parte das famílias.

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