Aos 12 anos, Rafaella Sbrissa encerra ciclo na categoria infantil com ouro, prata e bronze e mira novos desafios na ginástica artística
A atleta ituana Rafaella Sbrissa, de 12 anos, voltou a se destacar no cenário da ginástica artística ao conquistar três medalhas nos Jogos Abertos do Interior, realizados no último fim de semana, dia 13 de dezembro, em Ribeirão Preto. Representando a equipe de Campinas, a ginasta garantiu a medalha de ouro por equipes, a prata nas barras paralelas e o bronze na trave de equilíbrio.
Rafaella iniciou sua trajetória no esporte ainda pequena, quando já demonstrava habilidades naturais. “Desde pequenininha, sempre mostrou muita flexibilidade e consciência corporal. Ela aprendeu a fazer algumas acrobacias assistindo a vídeos de ginástica no YouTube”, conta a mãe, Samara Sbrissa. Segundo ela, a filha recebeu aos 9 anos a oportunidade de iniciar na ginástica artística e passou a integrar diretamente uma equipe de alto rendimento em Indaiatuba. “Aos 11 anos, ela passou a fazer parte de uma equipe em Campinas, disputando campeonatos em nível estadual e nacional na categoria infantil”, completa.
A rotina da jovem atleta é intensa e exige disciplina. “A Rafaella treina de cinco a seis vezes por semana, com cerca de quatro horas e meia por dia, além de musculação e uma dieta equilibrada”, explica Samara. Conciliar o esporte com os estudos é um desafio constante, mas, segundo a mãe, a ginasta aprendeu a lidar com a agenda apertada. “Não é fácil, mas ela faz o máximo possível para cumprir com as obrigações escolares, que são fundamentais.”
As conquistas nos Jogos Abertos tiveram um significado especial para a família. “Essas medalhas tiveram um gosto diferente. Entre tantas outras já conquistadas, que somam 41 nesses quase quatro anos de treino, elas simbolizam o fechamento de um ciclo na categoria infantil”, afirma Samara. A partir de 2026, Rafaella passará a competir na categoria juvenil, que exige acrobacias mais complexas e o mesmo nível de dedicação e comprometimento.
Entre os principais desafios da trajetória estão o desgaste da rotina e os deslocamentos diários para treinar em outra cidade. “Também existem as viagens sem a família para algumas competições e as lesões, que fazem parte do esporte. Mesmo assim, encaramos tudo como um sacrifício que vale a pena, porque a recompensa é ver alguém fazendo o que nasceu para fazer e colhendo os frutos da dedicação”, destaca a mãe.
Após uma temporada intensa, o foco agora é o descanso e a preparação para a nova fase. “O objetivo é recuperar as energias e trabalhar muito o desenvolvimento mental, pois a parte emocional do atleta precisa ser constantemente priorizada”, ressalta Samara. O sonho da família e da ginasta segue alto. “Na categoria juvenil os desafios aumentam, e o grande sonho da Rafaella é, um dia, integrar a seleção brasileira e defender o nome do nosso país”, conclui.





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