O primeiro caso de varíola dos macacos (Monkeypox) foi registrado nesta quarta-feira (27) na cidade de Sorocaba. Trata-se de um homem com 28 anos, que viajou para a capital de São Paulo, no dia 9 de julho.
O homem está em isolamento domiciliar (deve permanecer por 15 dias) e passa bem. Ele está sendo monitorado pela Vigilância Epidemiológica, e seus contatos diretos também.
No total, já foram confirmados 741 casos pelo estado, sendo 614 na capital. Dados do Ministério da Saúde registram 868 casos confirmados no Brasil até o momento.
De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é causada por um vírus, os sinais e sintomas da doença podem durar entre duas e quatro semanas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato pessoal e direto com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas contaminadas ou objetos infectados. A transmissão por meio de gotículas requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, por isso, trabalhadores da saúde, membros da família, parceiros e parceiras têm maior risco de contaminação.
Sintomas – febre súbita, forte e intensa, dores de cabeça, náuseas, exaustão, cansaço e aparecimento de gânglios (inchaços popularmente conhecidos como “ínguas”), que podem acontecer tanto na região do pescoço, na região axilar, como na região perigenital. A manifestação na pele aparece com feridas ou lesões pelo corpo.
Recomendações – evitar contato direto com pessoas contaminadas, pois a principal forma de transmissão se dá através do contato pele/pele, pessoal, ou do contato com objetos pessoais de um paciente que está infectado com a varíola dos macacos.Arnaldo Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, esclareceu sobre vacinas contra a varíola dos macacos no site oficial do ministério. “Existem atualmente duas empresas que produzem essas vacinas. Uma empresa utiliza um método de aplicação chamado escarificação e a outra por injeção intramuscular. Nós entendemos que o melhor método de aplicação é o intramuscular. O Ministério está em tratativas com a OPAS e OMS para aquisição de doses para a nossa população. Nós estamos, em uma primeira análise, trabalhando com um quantitativo de aproximadamente 50 mil doses iniciais, a depender da capacidade de produção da empresa e da capacidade de aquisição. A OPAS está em tratativas com o fabricante para que, o mais breve possível, essas vacinas estejam disponíveis”, disse.
Mais uma vez, enquanto a vacina não chega, o melhor remédio é a prevenção.



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