Primeira etapa do programa prioriza trabalhadores da atenção primária do SUS com vacina de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan
O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a vacinação de 1,2 milhão de profissionais da atenção primária do Sistema Único de Saúde contra a dengue, utilizando a primeira vacina totalmente nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. As primeiras 650 mil doses já foram distribuídas aos estados e o restante será enviado nos próximos dias, segundo informou a pasta.
O imunizante brasileiro é tetraviral e apresenta 74,7% de eficácia contra casos de dengue sintomática em pessoas entre 12 e 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves da doença e com sinais de alarme. O público inicial inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e trabalhadores administrativos das unidades básicas de saúde, como recepcionistas, motoristas de ambulância e profissionais de limpeza.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a vacinação de profissionais da atenção primária é estratégica para proteger aqueles que atuam próximos à população e acompanham de perto o controle da dengue. “São os profissionais que visitam casas, identificam possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti e realizam acompanhamento de casos suspeitos, mobilizando a comunidade e garantindo respostas rápidas”, afirmou.
A expansão da vacinação para a população em geral, composta por pessoas de 15 a 59 anos, está prevista para o segundo semestre de 2026, dependendo da capacidade de produção do imunizante. O aumento da produção será possível por meio de uma parceria estratégica entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, que permitirá ampliar a produção em até 30 vezes.
Em 2025, os casos de dengue no Brasil registraram queda de 74% em relação ao ano anterior, totalizando 1,7 milhão de ocorrências. O número de óbitos também apresentou redução significativa, com 1,7 mil mortes, frente a 6,3 mil em 2024. Apesar da diminuição, o Ministério da Saúde reforça a necessidade de manutenção das ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o território nacional.
A vacinação nacional representa, segundo a pasta, um avanço importante para a autonomia do país no desenvolvimento de imunizantes e para a proteção da população frente a futuras epidemias. O Ministério da Saúde reforça que a imunização de profissionais da saúde é apenas a primeira etapa de uma estratégia maior que visa ampliar a cobertura vacinal e reduzir o impacto da dengue em todo o Brasil.




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