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Reforma Tributária: cinco medidas para as empresas se adaptarem ao novo regime

Transição já em andamento exige planejamento estratégico para evitar impactos financeiros e garantir competitividade até 2033.

A transição para o novo regime tributário teve início neste ano e marca uma das mudanças fiscais mais significativas das últimas décadas no país. Embora o processo completo de implementação se estenda até 2033, as empresas já precisam se preparar para um período de convivência entre o sistema atual e a nova legislação, o que exigirá planejamento estratégico imediato para garantir competitividade, previsibilidade e sustentabilidade financeira.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), os investimentos em sistemas de gestão tributária e consultoria durante a fase de transição devem representar entre 0,5% e 2% do faturamento anual das empresas. Para o sócio-diretor da Apter, consultoria especializada em tributação, auditoria, outsourcing e tecnologia, Márcio Martins, antecipar a adaptação pode reduzir custos e evitar gastos imprevistos. Segundo ele, empresas que deixarem as adequações para a última hora correm o risco de enfrentar ajustes desorganizados e impactos financeiros negativos.

Entre as principais mudanças previstas está a fase de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), programada para 2026, com alíquotas iniciais de 0,9% e 0,1%, respectivamente. A partir de 2027, a expectativa é que a soma dos dois tributos fique entre 26% e 28%, além da extinção do PIS e da Cofins, que serão substituídos pela CBS. Já entre 2029 e 2032, ocorrerá a transição gradual do ICMS e do ISS até a adoção integral do IBS.

Para atravessar esse período de mudanças, o especialista destaca cinco medidas essenciais. A primeira é a aproximação com parceiros de tecnologia, já que a nova legislação exigirá sistemas capazes de operar sob dois regimes tributários simultaneamente. A segunda é a revisão da cadeia de fornecedores, considerando o fim dos incentivos fiscais regionais e as novas regras de geração de créditos tributários.

Também será necessária a reavaliação de preços e contratos, com projeções voltadas especialmente para 2027, além da inclusão de cláusulas que permitam ajustes conforme a nova tributação. Outro ponto de atenção é a análise da cadeia logística, sobretudo para empresas instaladas em regiões que hoje contam com benefícios fiscais. Por fim, Martins alerta para a avaliação dos modelos de pagamento, já que, com a reforma, a geração de créditos tributários dependerá do efetivo recolhimento dos tributos pelos fornecedores.

Para que as empresas não fiquem para trás nesta etapa que já está em andamento, Martins destaca cinco passos essenciais:

1. Aproximação com parceiros de tecnologia
A nova legislação exigirá sistemas tributários mais robustos, capazes de operar sob dois regimes simultaneamente. Estabelecer parcerias com fornecedores de tecnologia desde já é essencial para garantir uma transição organizada e sem riscos operacionais.

2. Revisão da cadeia de fornecedores
Com o fim dos incentivos fiscais regionais, os custos podem sofrer alterações. Além disso, os créditos tributários passarão a ser gerados no local do cliente, exigindo uma análise mais criteriosa dos impactos fiscais na escolha dos fornecedores.

3. Reavaliação de preços e contratos
A mudança na forma de apuração dos tributos torna necessário projetar cenários futuros, especialmente a partir de 2027. Contratos devem ser revisados para prever ajustes de preços conforme a nova carga tributária.

4. Análise da cadeia logística
Empresas instaladas em regiões com incentivos fiscais precisarão reavaliar a localização de fábricas, armazéns e centros de distribuição, considerando os impactos da reforma sobre custos e eficiência operacional.

5. Avaliação dos modelos de pagamento
Com a reforma, a geração de créditos tributários estará condicionada ao efetivo recolhimento dos tributos pelos fornecedores, o que exigirá revisão dos fluxos de pagamento e controle financeiro mais rigoroso.

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