A atleta ituana Mariana D’Andrea conquistou a medalha de prata na categoria até 73kg nesta segunda-feira, dia 13, no Mundial de Halterofilismo, realizado no Cairo, Egito. A atleta, que tem nanismo, buscava o bicampeonato após se tornar campeã em Dubai 2023, quando competia entre mulheres até 79kg.
Com a marca de 141kg, Mariana garantiu o primeiro pódio do Brasil na competição, que ocorre até sábado, dia 18. A vencedora foi a chinesa Tan Yujiao, com 146kg, enquanto a medalhista de bronze foi a nigeriana Ani Chiamaka, com 140kg.
Essa foi a quinta participação de Mariana em Mundiais de Halterofilismo e seu quarto pódio na história da competição. Além do ouro em Dubai (2023), a atleta foi medalhista de prata individual em Tibilisi (2021) e por equipes no Cazaquistão (2019). Desde então, a brasileira tem se consolidado como um dos principais nomes do esporte paralímpico mundial.
Como era esperado, Mariana travou uma disputa quilo a quilo com a chinesa Tan Yujiao, multimedalhista da categoria até 67kg, que competiu pela primeira vez na faixa de peso da brasileira. Na primeira tentativa, a asiática ergueu um quilo a mais — 142kg contra 141kg. Nas duas tentativas seguintes, Mariana buscou 145kg e 149kg, mas não teve as cargas validadas pela arbitragem. A rival confirmou o ouro com 146kg.
“Saio daqui com a consciência tranquila. Dei o meu melhor. A gente queria muito essa medalha de ouro, treinamos muito para isso. Mas agora isso serve de motivação para eu treinar ainda mais daqui pra frente”, afirmou Mariana.
Outro representante brasileiro em ação no Cairo foi o paulista Bruno Carra, que competiu na categoria até 65kg. Ele acertou as duas primeiras tentativas, com 162kg e 166kg, mas não concluiu a terceira, de 174kg, encerrando sua participação na 14ª colocação.
Esta foi a sexta participação de Bruno Carra em Mundiais, sendo o atleta com maior número de presenças na atual delegação. Seu melhor resultado foi a medalha de prata por equipes em 2019, no Cazaquistão.
“Cada Mundial é uma experiência diferente. São 16 anos dentro da modalidade. Para este novo ciclo de Los Angeles, apostamos em uma mudança de categoria, depois de muitas lesões e problemas nas faixas de peso corporal mais leves. Mas acredito que essa participação tenha sido positiva para o que estamos almejando. Tentamos uma marca mais forte no terceiro levantamento para subir duas posições no ranking, mas não conseguimos”, avaliou o atleta, que tem nanismo e compete desde 2009.
As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial do halterofilismo, e Mariana D’Andrea integra o Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, que beneficia 148 esportistas em todo o país. Ela também faz parte do Time São Paulo, uma parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que apoia 154 atletas.
A competição segue no Egito até o próximo sábado (18), reunindo os melhores halterofilistas paralímpicos do mundo e servindo de preparação para o ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.



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