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Amor que une: casal de Itu adota três irmãos para não separá-los

Depois de 20 anos de espera, Kátia Dias de Oliveira e João Batista Lima Oliveira transformam a vida de André, Ana Clara e Ângelo, garantindo que os pequenos não sejam separados.

Depois de 20 anos de espera e orações, Kátia Dias de Oliveira e João Batista Lima Oliveira, ambos de 37 anos, finalmente realizaram o sonho de formar uma família. O casal adotou três irmãos – André, de 10 anos; Ana Clara, de 5; e Ângelo, de 2 – garantindo que os pequenos permanecessem juntos e construíssem uma nova vida cheia de amor e segurança.

A história do casal começou em 2004, quando Kátia e João se conheceram. No ano seguinte, começaram a namorar e, em julho de 2005, se casaram. Cheios de sonhos, planejavam ter cinco filhos, sendo quatro biológicos e um adotivo. No entanto, um ano após o casamento, descobriram que João tinha azoospermia, condição caracterizada pela ausência de espermatozóides, que impossibilita a paternidade biológica. A notícia abalou o casal e chegou a colocar o relacionamento à prova, mas a fé e a perseverança acabariam conduzindo-os a um caminho inesperadamente bonito.

“Foi um momento muito difícil. Chegamos até a quase nos separar, mas Deus tinha um plano maior para nós”, contou Kátia. “Com o tempo, Ele foi curando, fortalecendo e mostrando que a nossa família existiria sim, só por um caminho diferente, muito mais lindo do que poderíamos imaginar.”

Mesmo antes do diagnóstico, a adoção já era um desejo do casal. “Sempre falávamos em ter quatro filhos biológicos e adotar um, porque acreditávamos que o amor não tem fronteiras. Quando recebemos o diagnóstico, entendemos que talvez Deus só estivesse antecipando esse plano. Família é construída com afeto, entrega e propósito, e sabíamos que nossos filhos já existiam em algum lugar, esperando o momento certo para nos encontrar”, afirmou Kátia.

Apoio e preparação

O casal conheceu o Grupo de Apoio à Adoção de Itu (GAAI) pelas redes sociais e participou de encontros que foram fundamentais para a preparação emocional e prática da adoção. Durante dois anos, passaram por habilitação, coleta de documentação e acompanhamento psicológico e social, até que finalmente receberam a ligação que mudaria suas vidas: três irmãos aguardavam por eles.

A notícia veio com surpresa e um turbilhão de emoções. O casal esperava no máximo duas crianças de até seis anos, mas receberam a proposta de adotar André, Ana Clara e Ângelo, de 10, 5 e 2 anos. “Foi um susto enorme, mas no fundo do coração já sabíamos… eles eram os nossos filhos. Deus apenas nos mostrou de uma vez o tamanho do amor que Ele tinha preparado para nós”, relatou Kátia.

O primeiro contato com os irmãos ocorreu em 12 de agosto, uma data que Kátia e João guardam com carinho. “Quando vimos aquelas três crianças chegando, a emoção foi a mil. Foi um sentimento de querer abraçar, acolher, levar pra casa e dizer: ‘Eles são os meus filhos’”, recorda.

Desafios e aprendizados

A adaptação não foi fácil. Com crianças de idades diferentes, cada uma com suas necessidades e personalidades, a rotina passou a ser intensa. Kátia conta que precisa organizar horários para escola, higiene, refeições, consultas médicas, passeios e momentos de descanso. “Minha rotina virou de cabeça pra baixo completamente. Cada dia é um aprendizado para nós, mas estamos nos encontrando nesse novo ritmo, com muito amor e paciência”, disse.

Entre os momentos marcantes, Kátia lembra com carinho da primeira vez que Ana Clara a chamou de mãe e do episódio com André no médico. “Ele ficou com medo do colírio, mas eu segurei sua mão e disse: ‘Confia na tia?’. Ele me abraçou e disse: ‘Eu confio’. Foi ali que senti profundamente o amor e a responsabilidade de ser mãe”, conta emocionada.

Além dos desafios diários, o casal busca transmitir valores sólidos aos filhos. “Queremos que cresçam respeitando o próximo, sendo honestos, bondosos e conscientes de seus propósitos. A fé também é um princípio muito importante para nossa família, é ela que nos guia em tudo”, explica Kátia.

Amor que transforma

Para o casal, a adoção é um ato de amor que transforma vidas. “Cada desafio vale a pena quando vemos o sorriso, o olhar e o abraço de quem você passou a chamar de filho. Não existe momento perfeito, nem fórmula pronta, mas o amor e a disposição de se doar fazem toda a diferença”, enfatiza Kátia.

Hoje, a chegada de André, Ana Clara e Ângelo fortaleceu ainda mais a união do casal. “Sempre tivemos uma relação sólida, mas esse período de espera, aprendizado e fé nos uniu ainda mais. Cada instante com nossos filhos é único e especial. Queremos viver intensamente essa fase maravilhosa da nossa vida”, conclui Kátia.

Com apoio do GAAI, da família e da fé que sempre os guiou, Kátia e João provaram que família vai muito além do sangue. A história de perseverança, paciência e amor incondicional mostra que sonhos podem se realizar de formas surpreendentes, e que o verdadeiro sentido da vida muitas vezes está em cuidar e amar quem precisa.

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