Campanha reforça a importância do cuidado com a saúde da mulher e destaca experiências reais na luta contra o câncer de mama
O mês de outubro traz consigo o Outubro Rosa, movimento global que visa conscientizar sobre o câncer de mama, um dos tipos de câncer mais comuns entre mulheres no mundo. No Brasil, são diagnosticadas aproximadamente 73 mil mulheres por ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mais do que uma campanha, o Outubro Rosa é um convite à ação, lembrando que a prevenção e o diagnóstico precoce podem salvar vidas.
O câncer de mama, quando detectado em fases iniciais, apresenta altas taxas de cura. Por isso, a detecção precoce por meio de exames periódicos, mamografia e autoexame é essencial. Além disso, para mulheres com histórico familiar ou mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2, existe a possibilidade de mastectomia preventiva, uma cirurgia capaz de reduzir em até 90% o risco de desenvolvimento da doença.
Mastectomia preventiva
Para mulheres com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco de câncer de mama, a mastectomia preventiva é uma opção considerada. Esses genes produzem proteínas que ajudam a reparar o DNA e impedir a multiplicação de células cancerígenas. Quando há mutações, a probabilidade de desenvolver a doença pode chegar a 60% ao longo da vida.
Maraiza Venâncio, 41 anos, decidiu pela mastectomia preventiva após descobrir ser portadora da mutação BRCA1, diante de um histórico familiar preocupante. “Ficamos sem saber o que fazer e resolvemos passar por um mastologista, que recomendou a mastectomia total com reconstrução imediata”, conta Maraiza.

O procedimento foi realizado pelo mastologista, seguido da reconstrução mamária com próteses de silicone pelo cirurgião plástico Delmo Sakabe. “Realizar a reconstrução imediatamente traz benefícios emocionais e estéticos, porque a paciente não tem a sensação ruim da ausência das mamas”, explica Sakabe. Ele reforça que, em alguns casos, a reconstrução pode ser feita com tecidos do próprio corpo, mas o tempo de recuperação é significativamente maior.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, apenas 20% das pacientes mastectomizadas têm acesso à reconstrução mamária, e somente 10% realizam o procedimento imediatamente. Para Maraiza, a escolha trouxe alívio e segurança: “Fiquei muito feliz com o resultado das cirurgias e mais ainda por ter prevenido uma doença tão sofrida quanto o câncer.”
Acolhimento psicológico é essencial
O impacto da mastectomia vai muito além do físico. Para muitas mulheres, representa uma perda simbólica da feminilidade, podendo afetar autoestima, relações sociais e conjugais.
A psicóloga Flávia Perez, da Clínica Impact, ressalta a importância do acompanhamento psicológico antes e depois da cirurgia. “São duas situações extremas: a primeira retira algo da feminilidade da mulher, e a segunda repõe com um material externo. A preparação emocional ajuda a reduzir a ansiedade e fortalece as estratégias de enfrentamento, criando um espaço seguro para a paciente.”

Perez destaca ainda que a abordagem psicológica auxilia na aceitação do corpo, na prevenção de quadros depressivos e na construção de estratégias de enfrentamento frente aos desafios físicos e emocionais da cirurgia.
Descoberta inesperada e superação: a história de Viviane, sobrevivente de câncer de mama
Em meio à correria do dia a dia, muitas mulheres deixam de lado os cuidados com a própria saúde. Foi justamente em um momento despretensioso que a auxiliar administrativa Viviane Lucia Paula de Melo, 40 anos, moradora do bairro Nossa Senhora Aparecida, em Itu, descobriu um grande desafio em sua vida: um nódulo no seio. “Eu descobri na verdade sem querer, coloquei a mão em cima do peito e senti um caroço enorme acima do seio”, relembra Viviane.
O diagnóstico veio com impacto emocional não só para ela, mas também para sua família. “Na hora foi muito difícil. A única coisa que pensei foi como ficaria meu filho, que tinha 9 anos na época. Mas meu marido me apoiava e disse que eu iria criar meu filho”, conta.
O tratamento foi intenso e exigiu força física e emocional. Viviane passou por 15 sessões de quimioterapia, cirurgia de quadrantectomia, 15 sessões de radioterapia e oito sessões de imunoterapia. Entre os momentos mais difíceis, ela lembra da reação do filho ao saber da doença: “Ele disse que eu ia morrer, porque para ele todas as pessoas com câncer morriam. Foi cortante, mas mostrei às mulheres que conhecíamos que venceram o câncer e disse que eu também ia vencer.”
Outro desafio foi lidar com as mudanças físicas, como a queda dos cabelos. “Eu era muito vaidosa e amava meus cabelos, mas fazia parte do tratamento. Aí aproveitei para usar vários lenços combinando com as roupas, e isso tornava o momento mais leve”, relata.
O apoio da família, amigos e profissionais de saúde foi fundamental para a recuperação. “Fui muito agraciada com tantas pessoas ao meu lado, rezando e torcendo por mim. Na saúde, fui muito bem acolhida, desde a recepção até os médicos, que foram muito humanos no momento em que mais precisei. Hoje, reencontrá-los e ver que ainda vibram comigo é muito gratificante”, afirma Viviane.
O tratamento trouxe mudanças significativas na rotina pessoal e profissional. No dia a dia, tarefas simples se tornaram desafios devido ao cansaço e dores intensas. No trabalho, Viviane precisou migrar temporariamente para o home office, adaptando-se ao ritmo do tratamento com o apoio da equipe.
Antes do diagnóstico, Viviane já praticava o autoexame, mas nunca havia detectado nada. O câncer que enfrentou não tinha relação hereditária ou hormonal, reforçando a necessidade de atenção constante. “Nunca achei que ia acontecer comigo. Então, vão atrás, quanto antes o diagnóstico, mais chances de cura”, alerta.
Para ela, campanhas como o Outubro Rosa são essenciais. “É muito importante para relembrar que precisamos nos cuidar, porque na correria do dia a dia isso passa. No Outubro Rosa, o assunto é mais lembrado e incentiva a fazer o autoexame”, comenta.
Viviane deixa uma mensagem de esperança para mulheres que ainda enfrentam o tratamento: “Se cuidem, não deixem para depois. A cada medicação, agradeça a Deus pela oportunidade de receber o tratamento. Se possível, entregue sua dor pela dor de outra pessoa, o fardo fica mais leve.”
A experiência transformou a forma como ela enxerga a vida. “Hoje sou grata a Deus pelas pequenas coisas, acordo agradecendo por poder abrir os olhos e respirar. Não me dou o direito de reclamar de nada. Com saúde, corremos atrás do que queremos”, finaliza.


Viviane reforça que o medo, as lágrimas e as dificuldades fazem parte do processo, mas a fé e a esperança na cura são fundamentais. Sua história é um lembrete da importância da prevenção, do apoio familiar e da coragem para enfrentar os desafios que a vida impõe.
Como a prevenção e o apoio transformaram a trajetória de vida de Eliana Sbrissa
Eliana de Cássia Mantovani Sbrissa, de 56 anos, moradora do Jardim Santana, em Itu, descobriu o câncer de mama sem apresentar sintomas, durante exames de rotina. “Não tive sintomas, foram exames de rotina”, conta ela. A descoberta trouxe medo e desespero: “Fiquei muito triste, achando que ia morrer. Meu pai faleceu de câncer, foi desesperador”, lembra.
O tratamento de Eliana envolveu cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia. Ela enfrentou a doença duas vezes, em 2014 e 2019, o que trouxe aprendizados e resiliência. “Na primeira vez, busquei a cura com tudo que tinha. No segundo diagnóstico, mesmo com o susto gigante, percebi que nosso tempo é precioso e passei a olhar o tratamento com outros olhos”, relata. Apesar do desgaste físico e emocional, o apoio da família, amigos e da equipe da clínica foi decisivo. “Bilhetes, abraços, lenços, sorrisos… tudo isso fez uma diferença enorme”, lembra.
A rotina de Eliana mudou completamente durante e após o tratamento. Ela precisou parar de trabalhar, lidar com sequelas físicas e reorganizar sua vida, mas encontrou crescimento pessoal. “Dá para fazer um balanço da vida, aproveitar para melhorar, fiquei mais segura e até voltei a estudar!”, afirma.
A prevenção é uma prioridade na vida de Eliana. Ela reforça a importância do autoexame e da realização regular de exames: “Todas nós devemos nos cuidar. Prevenção é diagnóstico precoce. Ouça sua intuição, não espere sentir sintomas. Eu adiantei meus exames por causa das campanhas e isso pode ter salvado minha vida”, conta.
Hoje, Eliana é paciente paliativa, mas vive com qualidade de vida. Ela faz acompanhamento com equipe multidisciplinar, incluindo oncologista, mastologista, cardiologista, neurologista, psicóloga, nutricionista e fisioterapeuta. “Cuidados paliativos não significam que estou nas ‘últimas’, como se acreditava antigamente. Tenho qualidade de vida e isso é muito importante”, explica.
Ela deixa uma mensagem de esperança e motivação para quem enfrenta a doença: “Acredite, vai passar! Converse, procure ajuda, aproveite os dias bons, saia com alguém, cuide de você, valorize cada momento”.
Para Eliana, a experiência com o câncer trouxe também lições de vida e gratidão: “Tudo tem um propósito. Conheci pessoas especiais e aprendi a valorizar o presente, olhar nos olhos de quem você ama, aproveitar pequenas alegrias todos os dias”, conclui.


OncoItu reforça prevenção e conscientização do câncer de mama durante o Outubro Rosa
O Outubro Rosa é um momento de alerta e conscientização sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama, e a OncoItu, clínica referência em oncologia na região de Itu, tem reforçado seu compromisso com a causa. Fundada com a missão de oferecer tratamento humanizado e individualizado, a clínica reúne uma equipe multiprofissional formada por médicos oncologistas e hematologistas, enfermeiras, farmacêutica, psicóloga e nutricionista especializados em oncologia. Juntos, eles avaliam cada caso, combinando tecnologia de ponta e atenção às necessidades específicas de cada paciente.
“Todos sabemos que o diagnóstico precoce salva vidas. Mas, na correria do dia a dia, muitas vezes deixamos de marcar aquela consulta ou realizar os exames. O Outubro Rosa nos lembra da importância de transformar consciência em atitude”, afirma a enfermeira Camila Oliva Zanotto Alfieri, da OncoItu.

Ações de conscientização
Neste ano, a OncoItu organiza eventos em Itu e Indaiatuba. Em Indaiatuba, será realizada uma caminhada no dia 18 de outubro, às 9h, em parceria com a prefeitura local e patrocinadores. Os participantes poderão trocar camisetas da campanha por alimentos enlatados, que serão doados ao FunSol.
Em Itu, a 1ª Caminhada & Corrida Outubro Rosa – Força Rosa Itu está marcada para o dia 19 de outubro, com concentração a partir das 7h e largada às 7h30, na Avenida Galileu Bicudo. Com percursos de 2 km para caminhada e 4 km para corrida, o evento é inclusivo, solidário e sem caráter competitivo, tendo como objetivo principal promover a saúde, a conscientização e o diagnóstico precoce do câncer de mama. Toda arrecadação será destinada ao projeto Força Rosa Itu.
Além das atividades presenciais, a clínica também oferece conteúdo educativo em suas redes sociais para ampliar o alcance da informação e incentivar hábitos preventivos entre as mulheres da região.
Atendimento humanizado e tecnologia
A OncoItu oferece tratamentos como quimioterapia, imunoterapia e, em breve, radioterapia em Indaiatuba, garantindo conforto e dignidade aos pacientes que antes precisavam se deslocar diariamente para sessões em outras cidades. Cada tratamento é pensado para minimizar efeitos colaterais e melhorar a qualidade de vida do paciente.
“Hoje já não deveríamos mais preconizar a humanização como um diferencial; ela precisa ser obrigatória, principalmente na oncologia. Revisamos nossas práticas clínicas para garantir atenção individualizada às necessidades biológicas, psicológicas e sociais de cada paciente”, explica a Enf. Camila.
Superando desafios
Para as mulheres da região, os desafios vão além do tratamento físico, incluindo questões emocionais e o estigma associado à doença. “Muitas pessoas ainda veem o câncer como uma sentença de morte, o que não é verdade. Quando diagnosticados precocemente, a maioria dos tumores tem altas taxas de cura. Por isso, educação em saúde e uma equipe completa e acessível são fundamentais”, destaca Camila.
A OncoItu reforça a mensagem de prevenção: “O diagnóstico precoce salva vidas, mas só acontece quando colocamos nossos exames e nosso autocuidado em prática. Em Itu e região, meu convite é que cada mulher transforme a consciência em atitude — cuidar de si é o gesto mais poderoso de amor e coragem”, conclui a profissional.
Para mais informações ou agendamento de consultas, a OncoItu pode ser contatada pelo telefone (11) 2715-7215, pelo site www.oncoitu.com.br ou nas redes sociais: Facebook/oncologiaemitu e Instagram @oncologiaitu.




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