Projeção do FMI para o PIB e expectativas do Focus para a inflação mostram que país surpreendeu em 2023
A semana começa com duas boas notícias para a economia brasileira. Em primeiro lugar, o FMI (Fundo Monetário Internacional) projetou que o Brasil deve voltar ao ranking das dez maiores economias do mundo ainda neste ano, na nona posição, ultrapassando Canadá e Itália.
Ainda é uma projeção, mas de qualquer forma essa é uma boa notícia. É importante lembrar que o Brasil já foi a sétima maior economia do mundo, mas depois precisou encarar uma recessão e a desvalorização do real, caindo nesse ranking.
O fato é que o crescimento brasileiro neste ano surpreendeu o mercado financeiro e o próprio Fundo, que também vinha fazendo previsões muito menores.
A outra boa notícia é que o Boletim Focus, a pesquisa semanal do Banco Central, mostrou que os economistas esperam agora uma inflação dentro da meta para o IPCA do ano, o que acontece pela primeira vez desde junho de 2022.
Agora, a projeção é de aumento de 4,75%, exatamente no teto da meta. Se esse cenário se confirmar, será a primeira vez desde 2020 que o BC não terá que escrever uma carta justificando porque não conseguiu entregar a inflação dentro do objetivo.
A verdade é que o mercado vem superestimando a inflação, e isso aconteceu também na divulgação do último IPCA, de setembro, que mostrou alta de 0,26%, abaixo do esperado.
Poucos especialistas se deram conta que a inflação de alimentos vem caindo bem mais que o esperado, como já apontavam consultorias mais voltadas a projeções para a agricultura e produção, como a LCA e a MB Associados.
Elas já alertavam que haveria uma super safra que derrubaria os preços dos alimentos, assim como o ciclo do boi: este é um ano em que os produtores vendem mais cabeças de gado para renovar o rebanho, o que ajudou na redução da inflação da comida na mesa.
(Fonte: O Globo | Reprodução)



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