Homenagem à ex-prefeito gera “climão” na Câmara

Durante a 24ª Sessão Ordinária da Câmara dos Vereadores, na segunda-feira, 28, uma possível homenagem ao ex-prefeito Lázaro Piunti gerou constrangimento entre os colegas do Plenário.
Em discussão única, Piunti deveria ser agraciado com o Diploma e Medalha Padre Bento Dias Pacheco, através de um decreto legislativo. A iniciativa foi da Mesa da Câmara, constituída pelo presidente José Galvão, pelo vice Normino da Rádio, pelo 1º Secretário Macruz e pelo 2º secretário Wilson da Farmácia.
A indicação do nome foi feita pela Comissão Especial de Indicação da 48ª Semana Padre Bento, constituída pela presidente Ditinha Schanoski, pelo vereador Wilson da Farmácia, por José Carlos Safi, Denis Roberto Batalha, Primo Menabó, Maria Lucia de Almeida de Marins e Dias Caselli e Maria Claudete Camargo.
Na justificada da indicação, a Comissão explica que “a escolha teve, de nossa parte, toda transparência e idoneidade em corresponder a tão digna missão. Os membros da Comissão apuraram 5 votos para a pessoa mencionada.”
No documento, Lázaro José Piunti é apresentado como advogado, escritor, poeta, ex-prefeito da cidade por mais de uma legislatura, membro da Academia Ituana de Letras e um “declarado devoto de Padre Bento. Já fez vários artigos e poesias dedicadas ao Servo de Deus. Como Prefeito de Itu deu continuidade à Lei que foi promulgada pelo então prefeito Olavo Volpato”.
A indicação foi acolhida no dia 20 de junho e lida em Plenário na sessão da semana passada. Ao ser colocada em votação na segunda-feira, o vereador Thiago Gonçales pediu adiamento por uma sessão. O adiamento não foi aceito por Maria do Carmo Piunti, esposa de Piunti, e pelo vereador Reginaldo Carlota. “Eu votei contrário a este adiamento, pois pelo que eu vi aqui é para dar um diploma e uma medalha para o ex-prefeito Piunti. Eu espero que mesmo sendo adiado seja realmente dado, até por questão de merecimento. Eu acho que ele foi um excelente prefeito, é uma pessoa que goza de todo o meu respeito e admiração, não tinha nem como votar favorável ao adiamento deste projeto”, justificou Carlota.