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A Mobilidade Urbana e seu relevante papel na construção de cidades resilientes

A Mobilidade urbana é a capacidade de pessoas e bens se deslocarem dentro do espaço urbano (se movem a pé, mobilidade reduzida, veículo bicicleta, transporte público, carro e outros), a infraestrutura disponível necessita de um olhar holístico que engloba o planejamento urbano e a qualidade de vida dos cidadãos de forma convergente.

A Semana Nacional de Trânsito (SNT), acontece entre 18 e 25 de setembro, organizada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), tem como tema principal “Desacelere. Seu bem maior é a vida” em todo território nacional, como um chamado à mudança de comportamento. O objetivo é destacar a relevância de dialogar sobre a segurança viária, incentivar os municípios a se engajar pela causa nobre e comum que é a vida. 

A Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) pautada pela Lei nº 12.587/2012 estabelece uma ordem de prioridade no uso do espaço público, sendo: 1º Pedestres, 2º Mobilidade reduzida/Acessibilidade, 3º Ciclistas, 4º Transporte público coletivo, 5º Transporte de cargas e serviços, por último, em 6º, os veículos motorizados individuais. 

O Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) trata-se de uma política pública com o objetivo central de salvar vidas através da redução de no mínimo 50% das mortes e lesões graves no trânsito até 2030. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde mostram que 37.150 pessoas morreram em decorrência de sinistros de trânsito em 2024. Isso significa, em média, mais de 100 mortes por dia no. Os motociclistas com 15.459 mortes, o equivalente a 41,6% do total, em Automóvel individual 7.853, os pedestres 5.682, já ciclistas 1.549. O impacto financeiro no sistema do SUS é de aproximadamente R$50 Bilhões por ano aos acidentados, cerca de 90% são causados por imprudência, negligência e a imperícia.

Dia Mundial Sem Carro (World Car Free Day) é uma data internacional celebrada dia 22 de setembro, que tem por objetivo levar a reflexão sobre o uso excessivo do automóvel individual (motorizado), além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. Criado para promover novas  experiências, pelo menos nesse dia, adotem formas alternativas de mobilidade. Na Europa, chamam de Semana Europeia da Mobilidade , data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000.

Nesse sentido é de extrema relevância repensar atitudes, os comportamentos na condução sejam conscientes e promovam uma direção segura entre todos no trânsito. Cabe a cada um de nós entender que a construção de cidades mais humanas e seguras está em nossas mãos. Cabe ações participativas: Integração entre governo, sociedade e setor privado para soluções locais, se adaptar, superar e manter o equilíbrio aos desafios urbanos.

Eduardo A. Vale, é Ciclista do cotidiano e Fundador do coletivo Pedala SBO no uso do veículo bicicleta desde 2010, já pedalou mais de 100 mil Km e realizou mais de 700 atividades educativas com finalidade de conscientizar e orientar para segurança viária e promotor da ciclomobilidade. Gestor em Mobilidade Urbana, facilitador para mobilidade ativa. Formado em Engenharia de Produção, com ênfase em “Gestão Estratégica” e melhoria contínua. Pós-Graduando em Engenharia de Segurança do Trabalho, na prevenção de acidentes, na preservação da saúde e ambientes laborais mais seguros e saudáveis. Assessor de Imprensa, que já publicou mais de 300 releases e artigos com temática mobilidade humana.

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