A Oficina Pontos MIS “Direção de Atores – com cenas de roteiros de cinema” ministrada gratuitamente por Vanise Carneiro, na última semana, no Centro Ituano de Letras e Artes (CILA), atraiu aproximadamente 30 pessoas e foi marcada por dinâmicas de atuação e direção. Os alunos foram divididos em grupos para ensaiarem, dirigirem e atuarem em cenas de filmes.
A oficina “Direção de Atores” propôs a investigação da relação criativa entre atores e diretores no processo de construção de cenas, por meio da prática da linguagem audiovisual. A experimentação coletiva possibilitou aos participantes a ampliação do entendimento do processo de criação audiovisual e o fortalecimento do diálogo entre direção e atuação.
“É importante destacar que em Itu temos um público, composto por alunos do curso de Cinema do Centro Universitário Nossa Senhora Aparecida (Ceunsp), atores dos grupos de teatro, produtores de vídeos, videomakers e influencers, que está envolvido com audiovisual. Uma oficina como essa ministrada na cidade, que reúne a qualidade do Pontos MIS e o talento de Vanise Carneiro, vai ao encontro da formação e ou especialização desses atores”, ressalta o secretário municipal de Cultura e do Patrimônio Histórico, Marcello Airoldi.
Vanise Carneiro, que ministrou a oficina, é atriz, diretora, preparadora de elenco, educadora e produtora, Bacharel em Artes Cênicas pela UFRGS. Realizou a preparação de elenco de curtas e longas como “New Life S/A”, de André Carvalheira, “Ainda temos a imensidão da noite” e “O Vazio de domingo à tarde”, de Gustavo Galvão, “A primeira morte de Joana”, de Cristiane Oliveira e “Pacto da Viola”, de Guilherme Bacalhao.
Por sua atuação em cinema recebeu os prêmios de Melhor Atriz na Mostra Gaúcha do Festival de Gramado, o Candango de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Brasília, Prêmio José Lewgoy de Melhor Atriz Curta-Metragem do cinema gaúcho, Prêmio de Melhor Atriz 15º Cine Ceará e Melhor Atriz no 28º Festival Guarnicê de Cinema. Atuou em longas como “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, “9 Crônicas para um coração aos Berros”, de Gustavo Galvão e “Dromedário no Asfalto” de Gilson Vargas, além de curtas e series como “Rota66” e “Tremembé”.
Em 2021 seu primeiro roteiro de curta “Tudo o que cresce e voa” ganhou o Prêmio ROTA/CABIRIA de melhor protagonista feminina no concurso de roteiros do V ROTA. Como diretora recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Direção em 1998 por “Ella” e a indicação ao Prêmio Tibicuera por “Dráuzio – um vampiro diferente”. Assina a direção do solo “Devora”, de Fefê Marques.



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