O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou, no dia 23 de julho, o relatório final sobre a queda do avião da Voepass, em Vinhedo (SP). O acidente ocorreu no dia 9 de agosto de 2024 e todos as 64 pessoas a bordo faleceram.
A investigação concluiu que o acidente foi provocado por uma combinação de fatores contribuintes, envolvendo aspectos técnicos, operacionais, organizacionais e regulatórios. O documento destaca que a tragédia não pode ser atribuída a uma única causa.
Entre os principais fatores apontados está a formação severa de gelo durante o voo, condição que comprometeu o desempenho da aeronave. O relatório também identificou falhas no sistema de degelo, além de problemas recorrentes de manutenção que, em diversas ocasiões, não eram devidamente registrados. Segundo o Cenipa, essas irregularidades contribuíram para que o avião operasse em condições inadequadas.
A investigação também apontou falhas na atuação da tripulação durante a emergência. De acordo com o relatório, os pilotos não executaram corretamente alguns procedimentos previstos para situações de formação de gelo e perda de controle da aeronave, o que reduziu as chances de recuperação do voo. Além disso, o documento destaca que o treinamento oferecido pela empresa não preparava de forma suficiente as equipes para esse tipo de ocorrência.
Outro ponto destacado pelo Cenipa foi a cultura organizacional da Voepass, caracterizada pela normalização de desvios operacionais e de manutenção. O relatório também cita deficiências na fiscalização do setor e conclui que a aeronave não deveria ter sido liberada para operar nas condições em que se encontrava. Apesar das conclusões, o Cenipa reforça que sua investigação tem caráter preventivo, com o objetivo de aprimorar a segurança da aviação e evitar que acidentes semelhantes voltem a ocorrer.



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