Dados do Ministério da Saúde indicam aumento de 168% nos casos de HIV entre jovens de 15 a 29 anos na última década
O Carnaval, uma das festas mais aguardadas pelos brasileiros, é tradicionalmente marcado por alegria, música e encontros. No entanto, o período também acende um alerta para a saúde pública, especialmente em relação às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A proximidade da folia reforça campanhas de conscientização sobre o sexo seguro e o uso do preservativo, item essencial na prevenção dessas infecções.
Não por acaso, o dia 13 de fevereiro, data que marca o início das comemorações carnavalescas em diversos locais do país, é celebrado como o Dia Internacional do Preservativo. A data chama atenção para a importância da prevenção em um período caracterizado pelo aumento das interações sociais e das relações sexuais casuais.
Dados do Ministério da Saúde revelam um cenário preocupante. Entre 2014 e 2024, o Brasil registrou um aumento de 168% nos casos de HIV entre jovens de 15 a 29 anos. O crescimento expressivo reforça a necessidade de informação, prevenção e acesso a métodos seguros de proteção.
Segundo a ginecologista Fernanda Nassar, o preservativo continua sendo um dos métodos contraceptivos mais eficazes e acessíveis, por atuar como barreira física contra a transmissão de vírus, bactérias e outros microrganismos. “Popularmente conhecido como camisinha, o preservativo é responsável por diminuir drasticamente o risco de contágio por ISTs, como sífilis, HIV, gonorreia, clamídia e hepatite B. Além disso, também previne gestações não planejadas”, explica.
A médica destaca ainda que, além do preservativo masculino, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente o preservativo feminino nas unidades de saúde. O método oferece proteção equivalente e amplia as possibilidades de cuidado, especialmente para mulheres que desejam maior autonomia na prevenção.
Para a especialista, o Carnaval deve ser associado não apenas à diversão, mas também à responsabilidade. “A conscientização sobre o sexo seguro é uma forma de cuidado consigo e com o outro. Usar preservativo é também uma demonstração de respeito, carinho e amor”, afirma.
Especialistas reforçam que a prevenção deve ser contínua e não restrita a datas específicas. A combinação entre informação, acesso aos métodos de proteção e realização de testes periódicos é fundamental para reduzir a transmissão das ISTs e promover uma vivência mais saudável da sexualidade em qualquer época do ano.



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