Levantamento revela custo médio por parlamentar, diferenças entre bancadas e justificativas sobre gestão dos recursos públicos
A Assembleia Legislativa de São Paulo, composta por 94 deputados, consome mais de R$ 25 milhões mensais para manter os gabinetes parlamentares ativos. O levantamento realizado pela TV Globo indica que as bancadas do PSDB, PT e PP apresentam os maiores gastos médios por parlamentar.
No período analisado, o PSDB, com oito deputados, registra custo médio de R$ 328,5 mil mensais por parlamentar. O PT, com 17 deputados, apresenta média de R$ 319,2 mil, enquanto o PP, com apenas dois representantes, tem gasto médio de R$ 318,6 mil. Em contraste, os partidos Novo e Rede, cada um com apenas um deputado, registram despesas médias de R$ 176,8 mil e R$ 235,5 mil, respectivamente, quase metade do valor do PSDB.
Cada gabinete possui autonomia administrativa, respeitando limites fixados pela Alesp. O PSDB e o PT afirmam que seus gastos estão dentro dos tetos legais. Já o PP destacou que os valores refletem a estrutura necessária para atuação em mais de 160 municípios. Os parlamentares do Novo e da Rede reforçam que o baixo gasto não compromete a produtividade, defendendo eficiência na utilização dos recursos públicos.
O levantamento inclui salários de servidores, custeio administrativo e verba de gabinete, que em 2026 foi reajustada para R$ 48.025 mensais. Individualmente, deputados chegam a gastar até três vezes mais que colegas, como o petista Enio Tatto e o tucano Carlão Pignatari, que ultrapassam R$ 450 mil. Já Bruna Furlan, tucana, mantém despesas próximas a R$ 136 mil com equipe reduzida. Os parlamentares enfatizam que a atuação se dá de forma ativa, com presença em municípios e execução de projetos de interesse público.




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