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Pizza das Mães Atípicas arrecada fundos para o 1º Simpósio da Inclusão em Itu

Comunidade se mobiliza para fortalecer acolhimento, informação e visibilidade às famílias atípicas do município

O fortalecimento da rede de apoio às famílias atípicas de Itu tem ganhado um novo capítulo com a realização da campanha “Pizza das Mães Atípicas”, promovida pelo Grupo Mães Atípicas de Itu. A iniciativa, além de arrecadar fundos, simboliza união, cuidado e resistência de mulheres que enfrentam diariamente desafios ligados à inclusão, acessibilidade e apoio institucional. Todo o valor obtido será destinado ao 1º Simpósio da Inclusão: Cuidar, Acolher e Incluir, que será no dia 13 de dezembro, na Clínica Reorg.

O grupo nasceu em março de 2025, idealizado por Jéssica Torrezan, após vivenciar dificuldades na escola do filho e perceber que outras mães compartilhavam problemas semelhantes: falta de informação, ausência de suporte adequado e pouca sensibilidade diante das necessidades das crianças atípicas. A partir dessa realidade, Jéssica transformou sua experiência em iniciativa coletiva, criando um espaço de escuta, troca e orientação. Hoje, a diretoria — formada por Jéssica Torrezan, Natali Cruz de Oliveira, Solange Soboleski, Cassiana Micheletto e Luana Steve — reforça que o movimento ganhou proporções importantes, tornando-se referência local em acolhimento e mobilização social.

Segundo as integrantes, o simpósio será mais que um evento: será um marco para a cidade. Além de reunir especialistas, terapeutas, criadores de conteúdo e profissionais que atuam diretamente com a pauta da inclusão, a ocasião também abrigará a festa de Natal das crianças, criando um ambiente de convivência onde a informação e o afeto caminham lado a lado. “Nosso objetivo é que as famílias se sintam vistas, compreendidas e respeitadas. A inclusão só acontece quando existe acolhimento”, afirma Natali.

Para viabilizar a estrutura do simpósio, o grupo optou por iniciar a venda de pizzas artesanais no valor de R$ 35. Os sabores disponíveis são Mussarela, Calabresa, Presunto e Queijo e Portuguesa. As encomendas seguem até 10 de dezembro e podem ser realizadas pelos WhatsApps (11) 94369-2901 (Jéssica) ou (11) 95455-6403 (Natali). A retirada será feita no dia 12 de dezembro, na Rua da Convenção, 840, Vila Leis. A campanha tem recebido apoio de moradores, comerciantes e empresas locais, muitas delas já engajadas em doações de alimentos, serviços, logística e patrocínio.

A mobilização evidencia a realidade enfrentada por mães atípicas: sobrecarga emocional e física, cuidados em tempo integral, dificuldades com inclusão escolar e atividades sociais, além da pouca rede de apoio. Muitas delas também convivem com abandono parental ou divisão desigual de responsabilidades, o que acentua a vulnerabilidade socioeconômica. “As mães atípicas não pedem privilégios. Pedem respeito, oportunidade e direitos para seus filhos”, reforça o grupo.

A apresentação da nova identidade visual do simpósio foi celebrada como um avanço simbólico. Com cores suaves, peças de quebra-cabeça, elementos com coração e ilustrações infantis, a arte traduz a essência do evento: união, singularidade, afeto e esperança. Cada detalhe foi pensado para refletir o compromisso com um futuro mais inclusivo, humano e empático.

De acordo com as organizadoras, quando famílias atípicas se organizam e ocupam espaços de diálogo, o poder público e a sociedade passam a enxergar demandas antes invisíveis — como acessibilidade urbana, adaptação em eventos, inclusão escolar efetiva, ampliação de terapias e suporte social. O simpósio representa, assim, um passo importante para que Itu avance em políticas de respeito e equidade.

Empresas, comerciantes e moradores que desejam colaborar ainda podem participar oferecendo doações de materiais, patrocínio, apoio logístico ou serviços. Toda ajuda é bem-vinda para que o evento seja realizado com qualidade e sensibilidade.

“Queremos que a cidade compreenda que inclusão é compromisso coletivo. Cada gesto, por menor que pareça, transforma realidades. Quando olhamos para uma criança com acolhimento, quando abraçamos uma mãe que luta todos os dias, construímos uma Itu mais justa, mais humana e mais bonita de se viver”, conclui Natali.

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