Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2025 com um custo de R$ 5,4 bilhões apenas para manter os serviços postais universalizados, parte essencial da operação da estatal. O déficit acumulado elevou a pressão por medidas de contenção e levou a empresa a aprovar um plano de reestruturação considerado o mais profundo da última década.
Entre as medidas estão o fechamento de até mil agências deficitárias em todo o país, a implantação de um programa de demissão voluntária que pode alcançar cerca de 10 mil funcionários e a remodelagem dos planos de saúde dos trabalhadores que permanecerem no quadro. A estatal também projeta obter até R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis, além de reforçar a aposta no crescimento do e-commerce como eixo estratégico.
Para viabilizar a transição e reduzir o déficit até 2026, os Correios negociam um empréstimo de até R$ 20 bilhões com bancos públicos e privados, operação que tem aval do Tesouro Nacional. A projeção da diretoria é que a empresa volte ao lucro em 2027, após atravessar as três fases previstas no plano: recuperação financeira, consolidação e crescimento.
Apesar das mudanças estruturais, a estatal afirma que manterá os serviços postais universais, classificados pela própria empresa como compromisso social inegociável. As transformações, no entanto, devem alterar o funcionamento das agências e o perfil da companhia nos próximos anos.



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