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Alerta aos tutores: obesidade em pets é sério risco à saúde e deve ser monitorada

Clínica Dr. Niva promove campanha de conscientização sobre obesidade em cães e gatos em Itu, com avaliação gratuita e arrecadação de areia higiênica para abrigo

No dia 15 de novembro (sábado), a Clínica Dr. Niva, em Itu, realizará uma campanha de conscientização sobre a obesidade em cães e gatos, das 8h às 11h. Para participar, os tutores devem levar um pacote de areia higiênica, que será destinado ao Abrigo “Paraíso dos Gatos Resgatados”, que acolhe animais em situação de rua. Durante a ação, os pets passarão por avaliação de pesagem, classificação do score corporal e índice de gordura, permitindo que os tutores recebam orientações detalhadas sobre dieta, exercícios e cuidados preventivos. Caso necessário, os animais poderão ser encaminhados para consultas com nutrólogo ou receber recomendações de exames adicionais.

Segundo o médico-veterinário Heitor Fioravanti, somente a pesagem não é suficiente para determinar se um cão ou gato é obeso. “Precisamos determinar os scores corporais e o índice de gordura para identificar se o pet realmente está acima do peso ou não”, afirma. Ele explica que algumas raças, como Pug, Bulldog, Golden Retriever e Labrador, têm predisposição genética à obesidade, mas qualquer animal sedentário pode ganhar peso, independentemente da raça. Pets castrados ou com doenças hormonais, como hipotireoidismo, também estão mais propensos, e gatos obesos apresentam risco elevado de desenvolver diabetes. Animais que comem rapidamente podem se beneficiar de comedouros educativos, que ajudam a controlar a ansiedade alimentar e contribuem para a saciedade.

Segundo ele, a castração influencia diretamente no metabolismo dos pets. Após o procedimento, ocorre a diminuição dos hormônios sexuais, o que reduz a taxa metabólica e facilita o ganho de peso. Para evitar isso, os tutores devem ajustar a dieta do animal, utilizando rações light ou específicas para pets castrados, sempre calculando a quantidade diária de acordo com a recomendação do médico-veterinário.

Petisco e afeto

Muitas vezes, os tutores associam comida com carinho, mas é possível mudar esse comportamento sem prejudicar o vínculo afetivo com o pet. Fioravanti orienta que o primeiro passo é oferecer uma dieta de qualidade, de preferência super premium, adequada à fase de vida e necessidades individuais do animal. Nos casos de dieta natural, é obrigatório o balanceamento por um médico-veterinário nutrólogo, incluindo a suplementação necessária. Petiscos gordurosos e restos de comida humana devem ser substituídos por opções de baixa caloria, como legumes verdes cozidos, entre eles brócolis, couve-flor, abobrinha, vagem e chuchu. Aos poucos, é recomendado diminuir gradualmente a quantidade de petiscos e associar a hora da comida a brinquedos, desfazendo a associação do momento em que a família se senta à mesa com a expectativa de receber alimentos.

Em relação às rações, existem diferenças entre light, diet e terapêutica. As rações light são indicadas para manutenção do peso ideal, as diet auxiliam na perda de peso com menor teor calórico e maior quantidade de fibras, e as terapêuticas são destinadas a tratar doenças específicas, como diabetes. O mais importante, segundo Fioravanti, é calcular corretamente a quantidade diária fornecida, pois até mesmo rações diet em excesso não trazem resultados satisfatórios. Petiscos podem ser usados com moderação, preferencialmente proteínas cozidas sem tempero, como peito de frango ou ovo, legumes verdes ou a própria ração em diferentes texturas. “Frutas e vegetais coloridos, como cenoura e beterraba, não são recomendados, pois se transformam em açúcar após a digestão. Já restos de comida humana devem ser evitados, pois contêm condimentos e gordura que podem causar diarreia, vômitos, intoxicações, pancreatite e hepatite”, alerta.

Cuidado com cães alérgicos

Além de discutir sobre obesidade, a campanha também abordará outro desafio comum entre os tutores: a dieta de cães alérgicos. Durante o evento, os participantes poderão tirar dúvidas com a médica-veterinária Beatriz Gaibina, especialista em Dermatologia e Nutrologia, que explicará os cuidados necessários nesses casos. “A alimentação de cães alérgicos exige muita atenção, pois determinados ingredientes podem causar reações de pele e coceiras intensas. É fundamental identificar o agente causador e adotar dietas hipoalergênicas ou controladas, sempre sob orientação profissional”, explica Beatriz. Segundo ela, muitas vezes, o tutor tenta resolver o problema trocando rações de forma aleatória, o que pode agravar o quadro. “Cada pet é único, e o acompanhamento com veterinário especializado é essencial para garantir uma nutrição adequada e o controle das alergias”, reforça.

A médica-veterinária Beatriz Gaibina, especialista em Dermatologia e Nutrologia, orientará os tutores sobre alimentação de cães alérgicos.

Para prevenir a obesidade, Fioravanti aponta que a atividade física é fundamental. “Cães devem realizar 10 a 15 minutos diários de exercícios, podendo incluir atividades na hidroesteira, que proporciona ganho muscular e queima de gordura sem impacto. Gatos, naturalmente curiosos, devem ter ambientes estimulantes com prateleiras, brinquedos que simulem presas ou caixas para arranhar, incentivando a movimentação dentro de casa”, orienta.

Segundo ele, o comportamento da família também influencia diretamente o peso dos pets, já que famílias sedentárias com hábitos alimentares inadequados acabam transmitindo esses padrões aos animais. O monitoramento do peso e do score corporal também é fator fundamental. Filhotes devem ser pesados mensalmente, enquanto cães e gatos adultos devem passar por avaliação pelo menos uma ou duas vezes ao ano. “Tratar a obesidade é mais caro do que preveni-la, mas existem opções acessíveis para todos os tutores”. Entre os mitos mais comuns que ele desmistifica estão a ideia de que “gordinho é sinônimo de saúde” e que “só um pedacinho não faz mal”, alertando que a obesidade aumenta significativamente os riscos de doenças cardíacas, diabetes e problemas articulares.

Sobre o evento

Durante o evento, cães com comportamento agressivo devem usar focinheira, e animais não imunizados terão a oportunidade de se vacinar na clínica. O objetivo da campanha é conscientizar os tutores, avaliar o peso e o índice de gordura dos animais, orientar sobre hábitos alimentares saudáveis, exercícios físicos e medidas preventivas, além de encaminhar para tratamentos quando necessário, garantindo uma vida mais longa e saudável para cães e gatos da região.

“A obesidade em pets é um problema sério que muitas vezes passa despercebido. Com atenção, dieta adequada e exercícios, é possível prevenir complicações e proporcionar uma vida longa e saudável aos animais”, finaliza o médico-veterinário Heitor Fioravanti.

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