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Um país de Marias, Josés, Silvas e Santos: levantamento do IBGE mostra os nomes mais comuns em Itu

Levantamento do IBGE, com dados do Censo 2022, revela que Maria e José continuam sendo os nomes mais comuns em Itu; Silva lidera entre os sobrenomes.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (4) a nova edição do levantamento Nomes no Brasil, atualizado com dados do Censo Demográfico 2022. A pesquisa, que pela primeira vez inclui os sobrenomes mais frequentes, revela as preferências dos brasileiros — e também dos ituanos — na hora de escolher um nome.

Em Itu, os nomes Maria e José continuam liderando o ranking. Entre as mulheres, Maria aparece em 8.263 registros, seguida por Ana (3.201) e Julia (611). Já entre os homens, José mantém a liderança com 3.623 registros, seguido de João (2.565) e Antônio (1.507).

No ranking dos sobrenomes, a tradição também se repete: Silva é o mais comum na cidade, presente em 19.045 registros, seguido por Santos (12.267) e Oliveira (8.081). Outros sobrenomes frequentes entre os ituanos são Souza, Pereira, Rodrigues, Lima, Alves, Ferreira e Almeida.

A nova versão da ferramenta Nomes no Brasil permite explorar os dados por município, estado, gênero e década de nascimento, além de mostrar mapas de distribuição geográfica e gráficos de popularidade ao longo do tempo. É possível ainda conhecer a idade mediana dos nomes e acompanhar as tendências que surgem entre as novas gerações — como o aumento de registros de nomes como Gael e Helena e a redução de nomes tradicionais como Osvaldo e Terezinha.

Segundo o IBGE, a pesquisa levou em conta os nomes e sobrenomes declarados pelos moradores dos domicílios em 1º de agosto de 2022. No total, foram analisados mais de 140 mil nomes próprios e 200 mil sobrenomes no país. Em nível nacional, Maria segue como o nome mais frequente entre as mulheres, com 12,2 milhões de registros, e José é o mais comum entre os homens, com 5,1 milhões. Entre os sobrenomes, Silva aparece em 16,76% da população brasileira.

O estudo é também um retrato cultural do país: cada nome carrega traços históricos, religiosos e regionais, compondo um mosaico de identidades que ajuda a contar a história do Brasil e de suas cidades.

A ferramenta completa está disponível no site Nomes no Brasil (IBGE), onde é possível consultar informações de qualquer município e descobrir quantas pessoas compartilham o mesmo nome ou sobrenome.

Tendências e curiosidades do Censo 2022

De acordo com o IBGE, o levantamento permite observar como os nomes refletem mudanças culturais, religiosas e até geracionais. Ao comparar os dados por décadas de nascimento, é possível perceber que nomes antes populares, como Osvaldo e Terezinha (com idade mediana de 62 e 66 anos, respectivamente), vêm perdendo espaço para nomes mais recentes, como Gael e Helena, com idade mediana de apenas 1 e 8 anos.

Na consulta aos nomes mais frequentes no ranking, é possível, por exemplo, perceber algumas curiosidades: em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), a cada 100 pessoas, 22 se chamam Maria (22,30% e 22,21% do total da população das respectivas cidades). Na cidade de Santana do Acaraú (CE), a cada 10 pessoas, 1 se chama Ana (equivalendo a 10,41% do total da população). Já em Buriti dos Montes (PI), essa proporção ocorre com o nome Antonio (equivalendo a 10,06% do total da população). Entre os sobrenomes, é possível ver que 43,38% da população de Sergipe possui “Santos” no registro. Já em Alagoas e Pernambuco, o sobrenome “Silva”, que lidera o ranking, está presente em mais de um terço dos registros das populações de ambos os estados (35,75% e 34,23%, respectivamente).

A ferramenta também calcula a idade mediana de cada nome e mostra sua distribuição geográfica, permitindo descobrir em quais regiões do país determinado nome é mais comum. Em cidades do Nordeste, por exemplo, Maria chega a representar mais de 20% da população local, como em Morrinhos e Bela Cruz, no Ceará.

O IBGE destaca ainda que o interesse pelos nomes é um reflexo da curiosidade da sociedade sobre identidade e diversidade cultural. “A versão anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto e inesperado de público. Agora, quisemos não só atualizar o site com os dados mais recentes, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, afirma Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE.

Consulta e novas funcionalidades

O site Nomes no Brasil disponibiliza os nomes e sobrenomes organizados por gênero, período de nascimento da pessoa e letra inicial, podendo ser consultado por município, estado ou país. É possível, ainda, visualizar mapas interativos, linhas do tempo e gráficos de popularidade de cada nome.

Entre as novidades, há também o mapa “Nomes no Mundo”, que permite comparar nomes e sobrenomes brasileiros com os mais comuns em outros países. Por exemplo, o sobrenome chinês Wang é utilizado por 1.513 pessoas no Brasil, enquanto Juan e Juana, os nomes mais comuns na Bolívia, aparecem em 67.908 e 3.113 registros brasileiros, respectivamente.

Os dados do site seguem as regras de sigilo estatístico do IBGE, o que significa que nomes com menos de 20 registros não são exibidos, para evitar identificação de pessoas.

Nomes que contam histórias

Mais do que estatísticas, os nomes revelam traços culturais e sociais que ajudam a compreender a identidade dos brasileiros. Cada escolha carrega tradições familiares, influências religiosas, inspirações de época e até tendências midiáticas.

Em Itu, a predominância de nomes tradicionais reforça a força da cultura popular e da herança religiosa, enquanto o surgimento de nomes modernos, como Helena e Gael, reflete uma geração em transformação, mais conectada e diversa.

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