Campanha Nacional de Multivacinação mobiliza cidades de todo o Brasil; na cidade, todas as UBS estarão abertas para atualizar a caderneta de vacinas
Neste sábado, 18 de outubro, será realizado em todo o território nacional o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Multivacinação, uma iniciativa do Ministério da Saúde que tem como objetivo reforçar a importância da imunização e atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes com até 15 anos de idade.
Em Itu, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estarão abertas das 8h às 14h, oferecendo todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação 2025. Entre os imunizantes disponíveis, estão as vacinas contra poliomielite, HPV, febre amarela, sarampo e covid-19. A ação faz parte do esforço conjunto de estados e municípios para ampliar as coberturas vacinais, que vêm apresentando queda nos últimos anos em várias regiões do país.
Mobilização nacional pela saúde pública
O Dia D de Multivacinação integra uma estratégia ampla do Ministério da Saúde que visa reverter o cenário de baixa adesão às vacinas observada na última década. Desde 2015, o Brasil enfrenta uma preocupante redução nas taxas de imunização infantil, o que reacende o alerta para o risco de reintrodução de doenças já erradicadas, como a poliomielite.
A mobilização de sábado pretende alcançar milhões de famílias em todo o Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, o foco é o resgate de crianças e adolescentes que estejam com vacinas atrasadas — especialmente contra HPV, febre amarela e sarampo, além de reforçar a aplicação das doses de rotina.
“Vacinar é um ato de cuidado coletivo. Quando garantimos que nossas crianças estão com a caderneta em dia, protegemos não apenas elas, mas toda a comunidade”, ressaltou a ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima, em nota divulgada pelo Governo Federal.
Importância da imunização
Especialistas em saúde pública reforçam que a vacinação é uma das medidas mais eficazes e seguras para prevenir doenças graves, reduzir internações e salvar vidas. As vacinas passam por rigorosos processos de avaliação e são disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso da poliomielite, por exemplo, a meta é alcançar ao menos 95% das crianças menores de 5 anos, evitando o retorno de uma doença que já foi considerada erradicada no país desde 1994. O mesmo vale para o sarampo, cuja reintrodução tem causado surtos em alguns estados devido à queda na cobertura vacinal.
Orientações para os pais e responsáveis
Em Itu, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que os pais ou responsáveis levem as crianças e adolescentes à UBS de referência, portando a caderneta de vacinação e um documento com CPF do vacinado. A atualização é rápida e fundamental para verificar quais imunizantes estão pendentes.
Além das vacinas infantis, a campanha também contempla adolescentes com vacinas específicas, como HPV (papilomavírus humano) e meningocócica ACWY, que ajudam a prevenir doenças graves e de fácil transmissão.
Mobilização que salva vidas
O Dia D também é uma oportunidade para reforçar o papel das famílias na manutenção da saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, a confiança nas vacinas precisa ser resgatada, especialmente após a desinformação e a falsa sensação de segurança que se espalharam nos últimos anos.
A campanha tem o apoio de secretarias estaduais e municipais de Saúde, além de escolas, unidades de ensino técnico e organizações sociais, que ajudam na divulgação e conscientização da população.
A expectativa é que a mobilização nacional atinja milhões de brasileiros, retomando os altos índices de vacinação que já foram motivo de orgulho no país. Em Itu, a Secretaria de Saúde reforça que todas as UBS estarão preparadas para receber as famílias e garantir a proteção das crianças e adolescentes.
Fake news e hesitação vacinal
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um desafio adicional na área da saúde: a desinformação. De acordo com o Ministério da Saúde, a chamada “hesitação vacinal” — quando pais ou responsáveis adiam ou recusam imunizações — aumentou significativamente após a pandemia de covid-19. Campanhas como “Vacina é Vida” e “Brasil unido pela vacinação” buscam reverter esse cenário e recuperar a confiança da população nos imunizantes.
Entre as consequências diretas da queda na cobertura vacinal, destaca-se o retorno de doenças que já haviam sido controladas. O país registrou surtos de sarampo em 2018 e 2019, com milhares de casos confirmados em diferentes estados, após quase duas décadas sem circulação endêmica do vírus. Especialistas apontam que a disseminação de notícias falsas nas redes sociais, muitas vezes sem base científica, contribui para o medo e a insegurança. O Governo Federal, em parceria com as plataformas digitais, tem reforçado ações de monitoramento e divulgação de informações confiáveis para combater a desinformação e proteger a saúde coletiva.
Como funcionam as vacinas
As vacinas são uma das maiores conquistas da ciência moderna e funcionam estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater agentes infecciosos específicos, como vírus e bactérias. Ao receber o imunizante, o organismo cria uma “memória imunológica”, capaz de identificar rapidamente o patógeno e impedir o desenvolvimento da doença em caso de contato futuro.
Antes de serem disponibilizadas à população, todas as vacinas passam por quatro fases de testes clínicos, nos quais são avaliadas quanto à segurança, eficácia e possíveis efeitos adversos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é responsável pela autorização e fiscalização desses produtos, garantindo que apenas vacinas seguras cheguem à rede pública.
Além das doses iniciais, especialistas reforçam a importância dos reforços periódicos, que mantêm a proteção ativa ao longo dos anos e evitam a queda da imunidade.
Serviço – Dia D de Multivacinação em Itu
Data: Sábado, 18 de outubro de 2025
Horário: das 8h às 14h
Locais: Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município
Público-alvo: Crianças e adolescentes de até 15 anos
Vacina contra HPV: proteção contra o câncer ainda enfrenta baixa adesão
Imunizante é o único capaz de prevenir tipos de câncer causados pelo papilomavírus humano
O Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça o alerta sobre a importância da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). A imunização é a maneira mais segura e eficaz de evitar a infecção por um vírus responsável por diversos tipos de câncer, como o do colo do útero, além de afetar também vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.
A recomendação é que a vacina seja aplicada antes do início da vida sexual — entre 9 e 14 anos —, faixa etária em que o organismo tem maior resposta imunológica e menor probabilidade de contato prévio com o vírus.
No Estado, a cobertura vacinal entre meninas dessa faixa etária é de 80,2%, com 1,29 milhão de doses aplicadas em um total de 1,61 milhão de meninas. Já entre os meninos, a adesão é menor: 67,6%, com 1,13 milhão de doses aplicadas em um universo de 1,68 milhão de jovens.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES, Tatiana Lang, destaca que o período da Campanha de Multivacinação é essencial para atualização das cadernetas. “A vacina contra o HPV é parte fundamental dessa estratégia e protege contra doenças graves, como o câncer”, reforça.
De acordo com a Profa. Dra. Luisa Lina Villa, chefe do Laboratório de Inovação em Câncer do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp), ainda é necessário ampliar a conscientização. “Entre as meninas, cerca de 80% já receberam ao menos uma dose. Entre os meninos, esse número é de aproximadamente 60%. É fundamental continuar informando sobre a eficácia e segurança do imunizante para reduzir as doenças causadas pelo vírus”, afirma.
Além da vacinação, estratégias como o rastreamento e o tratamento precoce de lesões precursoras ajudam a reduzir significativamente os casos de câncer do colo do útero.
Para esclarecer dúvidas sobre vacinas, o Governo de São Paulo disponibiliza o portal “Vacina 100 Dúvidas”, com respostas às 100 perguntas mais buscadas na internet sobre imunização, efeitos colaterais e eficácia dos imunizantes. O acesso pode ser feito em: www.vacina100duvidas.sp.gov.br.
A vacina contra o papilomavírus humano (HPV) é considerada uma das mais importantes para a prevenção de cânceres associados à infecção viral. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que 9 em cada 10 casos de câncer do colo do útero estão relacionados ao HPV.
Apesar de ser oferecida gratuitamente pelo SUS em todas as Unidades Básicas de Saúde, a adesão ainda enfrenta barreiras culturais. Muitos pais e responsáveis associam a vacina à vida sexual, o que leva à hesitação ou recusa. Especialistas reforçam que o imunizante não incentiva a atividade sexual precoce, mas sim previne doenças graves e potencialmente fatais.
A mobilização do Dia D é uma oportunidade para reforçar que a prevenção é um ato de amor e responsabilidade. Além de proteger os adolescentes, a vacina contra o HPV contribui para reduzir a carga de doenças no sistema de saúde e salvar vidas no futuro.
Comparativo internacional
A cobertura vacinal brasileira, apesar de ainda ser referência na América Latina, vem ficando atrás de países vizinhos em alguns indicadores. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), enquanto o Brasil registra cerca de 67% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninos, países como o Chile e o Uruguai já ultrapassaram os 90%. No caso da poliomielite, a meta de 95% de imunização também não foi atingida em diversos estados brasileiros, enquanto na Argentina o índice ultrapassa 97%.
Os números reforçam a necessidade de intensificar as campanhas de conscientização e de aproximar a população das Unidades Básicas de Saúde. A ampliação das coberturas vacinais é considerada fundamental para evitar a reintrodução de doenças e manter o Brasil dentro dos padrões de segurança epidemiológica internacionais.
Quem deve se vacinar:
Meninas e meninos de 9 a 14 anos e, até dezembro de 2025, jovens de 15 a 19 anos;
Pessoas de 9 a 45 anos com condições clínicas especiais (HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos ou imunossuprimidos);
Vítimas de abuso sexual;
Portadores de papilomatose respiratória recorrente (PRR).







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