A estiagem intensa reduziu a vazão do Rio Tietê em Salto (SP) em mais de 80%, agravando a poluição no trecho urbano do rio. Conforme apurado pela TV TEM, a vazão caiu de uma média de 250 a 300 m³ por segundo para apenas 46 m³ por segundo. A última chuva significativa na cidade ocorreu em 29 de julho, com apenas oito milímetros, insuficiente para recompor o volume do rio.
“O que a gente percebe com essa estiagem é a poluição existente no Rio Tietê. Nas pedras é possível notar a coloração mais escura e suja, além da espuma tóxica que se acumula devido aos resíduos presentes no leito do rio, o que transforma esse cenário em algo ainda pior”, afirmou José Antônio Luciano, secretário de Meio Ambiente de Salto, em matéria veiculada pelo G1 / TV TEM.
A baixa vazão também impacta o abastecimento de água. Os mananciais Buru e Piraí, que atendem a população, sofrem com a estiagem, tornando necessário o racionamento diário entre 13h e 19h. “É preciso ter consumo consciente para utilizarmos o mínimo possível de água. Essa estiagem está afetando fortemente nossos mananciais”, reforça o secretário.
Especialistas lembram que Salto recebe parte das 600 toneladas de poluição despejadas diariamente por 34 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. O problema se intensifica no trecho com quedas e corredeiras, que concentram a espuma tóxica e demoram a dissolvê-la devido ao clima seco. Embora a água do Tietê não seja destinada ao consumo humano, o município utiliza parte dela para geração de energia, o que reduz ainda mais a vazão.




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