Um professor de matemática da Escola Rogério Lázaro Toccheton, em Itu (SP), foi afastado das atividades em sala de aula após denúncias de condutas inapropriadas, que incluem assédio moral, sexual e até agressões físicas contra estudantes. O caso, que tem mobilizado alunos, familiares e autoridades, foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e segue em investigação.
Segundo relatos de alunos e familiares, o docente de 55 anos, que ingressou na escola neste ano, teria indicado sites adultos durante as aulas, feito comentários depreciativos sobre colegas e realizado atitudes agressivas contra estudantes. As denúncias ganharam força após uma professora registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva.
Apesar do afastamento das aulas, o acusado permaneceu em funções administrativas na unidade, o que provocou protestos por parte dos alunos e responsáveis. Na última sexta-feira, estudantes realizaram uma manifestação dentro da escola, exigindo a remoção completa do professor de todas as atividades.
Resposta da Secretaria Municipal de Educação
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou:
“A Unidade Regional de Ensino de Itu, assim que soube dos fatos, afastou o docente das atividades pedagógicas em sala de aula e iniciou uma apuração preliminar, que poderá resultar em sanções administrativas, inclusive exoneração.
Os casos foram registrados na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP), e estão sendo acompanhados pela equipe regional do programa, em conjunto com o psicólogo da unidade, que têm oferecido todo o apoio necessário aos estudantes envolvidos.
A URE de Itu e a gestão da unidade estão à disposição das autoridades competentes para contribuir com as investigações e da comunidade escolar para mais esclarecimentos.”
A investigação da Polícia Civil ainda está em andamento. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o docente foi preso em flagrante no dia 18 de agosto, no bairro Vila Norma, em Salto, por descumprir uma medida protetiva concedida à filha dele. As diligências seguem para esclarecer todos os fatos.
Apoio aos estudantes e prevenção
Especialistas em educação e psicologia afirmam que casos como este exigem atenção imediata e protocolos claros dentro das escolas. Entre os sinais de abuso e assédio estão mudanças de comportamento, isolamento, medo de frequentar aulas ou interagir com professores, além de relatos de comentários inapropriados ou contato inadequado. Programas como o Conviva SP têm papel fundamental no acompanhamento de crianças e adolescentes, oferecendo apoio psicológico e garantindo que denúncias sejam encaminhadas corretamente.
A gestão da escola e a URE de Itu reforçam que estão à disposição da comunidade escolar e das autoridades para esclarecimentos. A defesa do professor não foi localizada até o momento.
O caso reacende a discussão sobre segurança, ética e acompanhamento dentro das escolas, reforçando a necessidade de canais de denúncia acessíveis, transparência e ações preventivas para proteger alunos e funcionários.




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