Dormir bem é muito mais do que descansar. É uma necessidade básica do corpo, assim como comer e respirar. Mas, num mundo que não para, o sono virou um luxo. Muita gente dorme mal, pouco ou de forma irregular — e paga o preço com a própria saúde.
Você sente cansaço ao acordar? Vive irritado, esquecido, ansioso? Tem dores de cabeça ou vive beliscando besteiras o dia todo? Tudo isso pode estar ligado à má qualidade do sono.
Durante o sono profundo, o corpo se reorganiza: a memória é consolidada, os hormônios se equilibram, a imunidade se fortalece e até o intestino funciona melhor. Dormir mal engorda, envelhece mais rápido, aumenta o risco de pressão alta, diabetes, depressão e até de infartos.
E não é só a quantidade de horas que importa. Dormir oito horas com interrupções, ronco ou apneia (aquelas paradas na respiração durante a noite) também prejudica. E, pasme: muita gente nem sabe que tem apneia!
Se você acorda com dor de cabeça, sente sonolência ao longo do dia ou é do tipo que “ronca até acordar o vizinho”, vale investigar. Existem exames simples, como a polissonografia, que ajudam a entender como está seu sono — e hoje já existem tratamentos eficazes, que vão muito além do “dormir cedo”.
Quer cuidar da saúde? Comece pelo travesseiro. Criar uma rotina de sono (deitar e acordar no mesmo horário, inclusive aos fins de semana), evitar celular na cama, cortar cafeína à noite e buscar um ambiente silencioso e escuro já são grandes passos.
Dormir bem não é frescura. É autocuidado, é prevenção, é saúde.
Cuide do seu sono. Seu corpo agradece — acordado ou dormindo.
Dr. Luiz Henrique Mestieri
Médico Endoscopista, especialista em saúde digestiva e colunista do Agora Itu.
CRM-SP 129788



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