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Itu inicia processo para certificação inédita de eliminação da transmissão vertical do HIV e sífilis congênita

Nesta semana, Itu deu um passo importante em direção ao reconhecimento nacional por suas políticas públicas de saúde: a cidade iniciou o processo para obter a Certificação de Eliminação da Transmissão Vertical do HIV e o Selo Prata da Sífilis, concedidos pelo Ministério da Saúde. A transmissão vertical ocorre quando uma mãe transmite o HIV ou a sífilis para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. A eliminação dessa forma de contágio representa um avanço expressivo na saúde materno-infantil e um marco no enfrentamento dessas doenças.

Na segunda-feira (21), uma comitiva formada por técnicos do Ministério da Saúde e representantes do Governo do Estado de São Paulo foi recebida na sede da Prefeitura de Itu pelo prefeito Herculano Passos, pelo secretário municipal de Saúde, Tiago Texera, e pela secretária adjunta da pasta, Elissandra da Mota. A visita inaugura oficialmente o processo de avaliação do município, que busca comprovar o cumprimento de diversos critérios técnicos e operacionais exigidos para a certificação.

Segundo o secretário Tiago Texera, “buscar essa certificação é um ato inédito em Itu e representa um passo significativo para melhorar a saúde materno-infantil, porque a eliminação da transmissão vertical dessas doenças contribui para a redução da morbidade e mortalidade da mãe e do bebê”.

O que é a certificação?

A certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV e da sífilis congênita é um reconhecimento que atesta que a cidade alcançou metas rigorosas de prevenção, diagnóstico e tratamento dessas infecções. Ela avalia indicadores como a cobertura de testagem em gestantes, o início do tratamento adequado para mães soropositivas, o acompanhamento de crianças expostas e a ausência de casos confirmados de infecção nascidos durante determinado período.

O Selo Prata da Sífilis, por sua vez, é concedido a municípios que demonstram avanços expressivos na prevenção e controle da sífilis congênita, mesmo que ainda não tenham alcançado a eliminação total.

Quem está envolvido?

A equipe técnica que veio a Itu é formada por profissionais de diversas instituições estratégicas para o controle dessas infecções no Brasil. Estão na comitiva:

  • Ana Paula Betaressi da Silva, José Boullosa Alonso Neto, Rosangela Maria Magalhães Ribeiro e Vaneza de Andrade da Fontoura do Canto (Ministério da Saúde);
  • Jean Carlos de Oliveira Dantas, do CRT DST/Aids São Paulo;
  • Caroline Antunes Mayard, diretora substituta da GVE Sorocaba;
  • Nelly Tereza Pagan Litterio, interlocutora Regional de IST/Aids.

Representando o município, também participaram da reunião:

  • Dr. Márcio Jorge, diretor geral dos Ambulatórios;
  • Michelle Freire dos Santos Almeida, coordenadora do ISTs/AMI e do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA);
  • Sílvio Neves, coordenador da Atenção Básica;
  • Ruth de Souza Lima, coordenadora dos Ambulatórios.

Como funciona a avaliação?

A comitiva está realizando uma série de visitas técnicas a unidades de saúde da cidade, para verificar de perto como os serviços atuam na prevenção, testagem e tratamento das gestantes e dos recém-nascidos. A agenda inclui visitas a:

  • Unidade Básica de Saúde – UBS 09;
  • CRAS Pipa;
  • Laboratório Municipal;
  • Vigilância Epidemiológica;
  • Centro de Referência da Mulher;
  • UBS 11;
  • SAE/AMI – Serviço de Atendimento Especializado / Ambulatório de Moléstias Infecciosas;
  • Hospital Santa Casa de Itu.

Esses locais representam diferentes etapas da linha de cuidado para a gestante e a criança, desde o diagnóstico inicial até o acompanhamento final após o parto. As visitas seguem até quarta-feira, 23 de julho, e têm como objetivo verificar na prática se Itu está apta a receber a certificação.

Um avanço para a saúde pública

A busca por essa certificação posiciona Itu entre os municípios que priorizam a saúde pública com políticas baseadas em evidências e focadas na prevenção. Mesmo com todos os avanços no combate ao HIV e à sífilis no Brasil, a transmissão vertical ainda representa um desafio importante, especialmente em regiões com menos acesso à saúde ou com fragilidade nos sistemas de vigilância e cuidado.

Ao buscar o reconhecimento, Itu demonstra não apenas a qualidade da sua rede de saúde, mas também o compromisso com a vida, a prevenção e o cuidado com as futuras gerações. Se aprovada, a cidade será oficialmente reconhecida como território livre da transmissão vertical do HIV e um exemplo nacional no controle da sífilis congênita.

A expectativa é de que, após a avaliação técnica e análise dos indicadores, o município receba oficialmente a certificação ainda este ano. O processo de Itu poderá, inclusive, servir de modelo para outras cidades brasileiras que desejam alcançar o mesmo status.

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