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Morador de Itu conhece mãe biológica que mora em Minas Gerais depois de 64 anos

As fronteiras dos Estados de São Paulo com Minas Gerais foram cruzadas com a história de Carlos Roberto da Cunha, 66 anos, morador de Itu. Ele foi entregue para adoção quando tinha 2 anos de idade. Nascido na região metropolitana de Belo Horizonte, Carlos nunca mais teve contato com sua mãe biológica, tampouco se recordava de sua fisionomia. A mãe adotiva alegava que não tinha o contato da genitora e também não sabia detalhes sobre ela: apenas o nome e sobrenome. Foram 63 anos de muitas procuras. Ao pedir ajuda para uma amiga que trabalha em um cartório de registro de pessoas naturais, Carlos descobriu que sua mãe estava viva pois não havia nenhum atestado de óbito registrado em seu nome. Após pesquisa junto ao Sistema Único de Saúde (SUS), o idoso descobriu que sua mãe biológica havia tomado as vacinas contra a COVID-19. Diante dos cruzamentos dos dados, o repórter Rick Caetano localizou o endereço da idosa: Bairro Palmeiras, Ibirité, Minas Gerais. O trabalho de procura foi muito intenso e burocrático. O jornalista recorreu para o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), ligou nos postos para saber se a idosa tinha prontuário médico na unidade de saúde de Ibirité, comércios no entorno da residência, contudo, ninguém se propôs a ajudar. Foram vários nãos. Ligações desligadas. Foi aí que Rick decidiu entrar em contato com a Polícia Civil daquela cidade. De imediato, um investigador foi até a casa de dona Aparecida com base no endereço passado por Rick para comunicar que seu filho Carlos havia aparecido. O encontro aconteceu na noite deste domingo (27). Carlos viajou mais de 600 quilômetros para conhecer sua mãe. A viagem que demoraria cerca de 7 horas para chegar a seu destino, durou 11 por conta dos congestionamentos e acidentes na Rodovia. Dona Aparecida da Silva Maciel, hoje com 83 anos, se emocionou ao encontrar o filho. Devido às dificuldades financeiras, Aparecida entregou Carlos para uma mulher cuidar, e depois disso, nunca mais soube nada sobre ele. Naquela época as coisas eram muito difíceis. Mãe solteira sofria muitos preconceitos. O pai de Carlos, esposo de Aparecida, a abandonou logo no início da gestação. Bastante lúcida, dona Cida relata que todos os dias rezava e pedia para Deus trazer o filho de volta. “Nunca perdi a fé. Sempre soube que ele ia voltar antes de eu morrer. Deus ouviu minhas orações!”, desabafa a idosa. Para Carlos, o ano está terminando, mas ele ganha vários presentes: conheceu a mãe biológica, aniversário, pois completa 67 anos no dia 23 de dezembro, Natal e Ano Novo. Mãe e filho conversaram, se abraçaram e se perdoaram. Ele descobriu também que tem dez irmãos. “O Carlos sempre me contava sua história e eu queria ajudar de alguma forma. Levei muitos gritos pelo telefone, xingamentos, ligações desligadas sem que deixassem eu terminar de falar. Foram dias e dias por essa procura e não desisti. Hoje, graças a Deus ele está com a mãezinha dele”, desabafa Rick Caetano que perdeu sua mãe há seis anos. “Coincidente a mãe do Carlos é Aparecida. Nome de minha mãe que faleceu devido às complicações do diabetes. Eu perdi e o Carlos encontrou”, finaliza o repórter. O final dessa linda história foi feliz! 

Rick Caetano | Reprodução

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