Desde 2007, o Grupo Heineken e a Fundação SOS Mata Atlântica contam com uma parceria para restaurar o bioma na cidade de Itu, no interior de São Paulo. Em uma fazenda cedida pela fabricante de bebidas foram replantadas 7 milhões de mudas de espécies nativas da região, processo que tem beneficiado a população, os animais e até mesmo a oferta de água.
Chamada de Centro de Experimentos Florestais, a área de 526 hectares já foi utilizada no passado para a produção de café e a criação de gado. Desde 2022, após ter sido “emprestado” para a Fundação SOS Mata Atlântica, o local abriga a sede da ONG que luta pela conservação do ecossistema. Do total, 386 hectares da região já foram reflorestados.
A área conta com um viveiro com a capacidade de cultivar até 700 mil mudas de 110 espécies nativas do bioma por ano. Pontos turísticos também são incluídos no passeio, com o intuito de permitir que o visitante conheça a Mata Atlântica em diferentes estágios de preservação e recuperação. Entre esses pontos, estão a Trilha do Jequitibá, caminho com 600 m de extensão, além de um jardim sensorial.
De acordo com a diretora de sustentabilidade do Grupo Heineken, Ligia Camargo, a região escolhida reúne diversos fatores, incluindo a proximidade com a fábrica da Heineken na cidade. “Além disso, a cidade sofre uma preocupação constante com a disponibilidade hídrica, tema que é tão caro para a estratégia global da Heineken”, conta.
A estratégia de reflorestamento ajudou nas nascentes da região. O Centro de Experimentos Florestais contava com 17 nascentes 2007. Após os anos de trabalho com plantio das mudas, o número de nascentes aumentou para 19. A área também vivenciou um aumento no volume de água disponível: a alta foi de 5% na água superficial e de 20% na água subterrânea.
Essa maior disponibilidade hídrica favoreceu a cidade de Itu — que sofre historicamente com crises hídricas — durante um dos mais longos períodos de racionamento de água que a cidade enfrentou, em 2014. Foram 11 meses de desabastecimento.
Exame | Reprodução




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