Em meio aos contextos históricos e às raízes culturais, há cidades que se destacam por singularidades peculiares.
Itu, pacata e encantadora, conquistou um espaço no cenário nacional ao se transformar na ‘Cidade dos Exageros’, atraindo mais de 800 mil visitantes por ano. Mas como essa fama extravagante teve início?
Na década de 1960, a cidade ficou marcada pelo recebimento da fama por suas coisas gigantes e exageradas, e o programa “Praça da Alegria” teve grande participação nessa popularização.
Simplício, um personagem que representava um caipira do interior, interpretado pelo ator ituano Francisco Flaviano de Almeida, juntamente do apresentador do programa Manoel Nóbrega, faziam diversas piadas e comentários sobre o tamanho dos objetos que existiam em sua terra e com isso, Simplício criou um bordão: “Conta pra eles, Ofélia, o tamanho da mandioca lá de Itu”.
A partir daí, o humorista passou a usar o nome de sua terra natal para propagar brincadeiras e histórias fictícias sobre a grandiosidade e o tamanho desses objetos, atrelando a Itu essa fama pelas coisas exageradas.
Embora as piadas do programa tenham sido uma sátira, a identidade da cidade se consolidou como um lugar onde o tamanho das coisas reflete um espírito bem-humorado e único, além de se tornar uma joia do exagero nacional.
Mais tarde, na década de 1970, a paisagem de Itu ganhou uma marca inusitada que se tornaria emblemática: o Orelhão da Telefônica (Telesp). A instalação desse telefone público gigante foi parte de uma iniciativa pioneira para oferecer serviços de comunicação à população. O Orelhão de Itu, com suas dimensões extraordinárias, rapidamente capturou a imaginação do público, contribuindo para a construção da reputação da cidade como a “Cidade dos Exageros”. Este monumento telefônico não apenas facilitou a comunicação, mas também se tornou um ícone que perpetua a fama peculiar de Itu, sendo cedido pelo ex-ministro das Comunicações, Higino Corsetti, ele tornou-se um dos principais pontos turísticos.
Ainda, a Praça dos Exageros, também é um resultado magnífico da criatividade e espírito irreverente que caracterizam essa cidade única. Concebida como uma homenagem à sua fama como a “Cidade dos Exageros”, a praça é um lugar temático que possui diversos objetos em tamanho gigante, retratando assim a fama da cidade. Neste local podem ser encontrados em formato gigante, um jogo de xadrez, joaninhas, formigas, um jogo de lápis, um interfone, um caixa eletrônico e uma trena no formato de escorregador. Entre as atrações do local, estão também, dois bonecos do personagem Simplício, provedor principal da fama local.
Em suma, a fama de Itu como a “cidade dos exageros” é um fenômeno enraizado na cultura popular brasileira que serve como um elemento distintivo e contribui para a identidade única da cidade, atraindo visitantes em busca de experiências memoráveis e um toque de humor. No entanto, é importante reconhecer que, por trás dessas caricaturas, Itu também preserva sua história e tradições, formando um equilíbrio entre o exagero lúdico e a autenticidade cultural.






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