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Febre Maculosa: saiba que cuidados tomar e como está o cenário da doença em Itu

Em virtude das 4 mortes confirmadas por febre maculosa nesta semana, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, emitiu um alerta para que as pessoas que estiveram na Fazenda Santa Margarida, na região de Campinas, no período de 27 de maio à 11 de junho e apresentarem sintomas da doença, procure atendimento médico imediatamente e informe ao médico que esteve na região.

É importante que todos que frequentaram a Fazenda fiquem atentos aos sintomas e comuniquem ao serviço médico. Essas informações são fundamentais para fazer um tratamento precoce e evitar o agravamento da doença. Segundo a Secretaria de Saúde de Campinas, com as quatro mortes pela doença, a situação já se configura como um surto localizado. O distrito de Joaquim Egídio é mapeado como área de risco para febre maculosa. A Fazenda Santa Margarida emitiu uma nota oficial sobre o ocorrido.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, em 2023, foram registrados 17 casos de febre maculosa com oito óbitos, incluindo os quatro confirmados desde segunda-feira (12) e que estiveram no mesmo evento. Em 2022, foram registrados 63 casos, com 44 óbitos confirmados.

A febre maculosa, também conhecida como doença do carrapato, é uma infecção febril de gravidade variável, com elevada taxa de letalidade. Causada por uma bactéria do gênero Rickettsia é transmitida pela picada do carrapato. Entre junho e novembro, a infestação ambiental por ninfas de carrapato estrela é alta (o ciclo de vida do carrapato inclui as seguintes fases: ovo – larva – ninfa e adulto).

Além da fazenda onde os eventos foram realizados, as regiões com maior frequência de casos são as de Campinas, Piracicaba, Assis e Sorocaba. O período de incubação da Febre Maculosa é de 2 a 14 dias. Portanto, é importante considerar exposições ocorridas nos últimos 15 dias antecedentes ao início de sintomas.

“Ao se aventurar em regiões de mata e cachoeira, é importante estar ciente que estamos no período de reprodução do carrapato estrela, ocorrendo o risco de transmissão da febre maculosa através de sua picada. Caso em até 15 dias após este deslocamento, você apresente sintomas deve procurar atendimento médico o mais rápido possível”, afirma Tatiana Lang, Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.

Embora a febre maculosa seja grave e com alta letalidade, é possível reduzir significativamente o risco de contrair a doença. Verificar com frequência se há algum carrapato preso ao seu corpo, usar roupas claras com manga longa, calça comprida e calçado fechado são algumas medidas efetivas para a proteção contra o carrapato transmissor.

Em Itu, de acordo com o serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, não houve registro de casos de febre maculosa no município neste ano. “Pelo fato da cidade de Itu ser área endêmica para febre maculosa, a investigação de casos suspeitos ocorre anualmente. O carrapato estrela vive em ambientes com vegetação, beira de lagos e córregos, onde haja hospedeiros que, predominantemente, são as capivaras e os cavalos (chamados hospedeiros primários). Também podem ser encontrados em hospedeiros secundários: bovinos, cabra, cachorro, porco, coelho, cotia, tatu, tamanduá, galinha, peru, siriema, roedores diversos”, explica Janaina Guerino de Camargo, secretária municipal de Saúde.

Como se prevenir: Segundo Janaina, a principal forma de proteção é evitar contato com carrapatos. “Quando estiver em áreas com possível presença de carrapatos, é necessário verificar o corpo a cada duas horas. Quanto mais depressa o carrapato for retirado da pele, menores os riscos de infecção. Para que a transmissão da febre maculosa ocorra, o carrapato infectado deve ficar aderido à pele por mais de quatro horas. Este é o tempo mínimo estimado para que o carrapato possa introduzir as bactérias”, orienta. No entanto, é importante fazer a retirada da forma correta. “O mais indicado é usar uma pinça, prendendo o carrapato próximo à pele e realizando uma leve torção. Outra opção é tomar banho com bucha vegetal, fazendo movimentos circulares e utilizar o sabonete acaricida. Nunca se deve apertar a pinça no meio do corpo do carrapato. Nunca se deve esmagar o carrapato, pois com o esmagamento, pode haver liberação das bactérias que estão na saliva do carrapato, as quais têm capacidade de penetrar através de microlesões na pele. Nunca se deve queimar o carrapato e nem usar, álcool, vinagre ou qualquer substância abrasiva. O estresse sofrido pelo carrapato faz com que ele libere grande quantidade de saliva, o que aumenta as chances de transmissão da febre maculosa”, diz Janaina.

 A febre maculosa não é transmitida de pessoa para pessoa. É uma doença grave e, se não for tratada precoce e corretamente, pode levar a óbito em uma semana após o início dos sintomas. Após a picada de um carrapato-estrela infectado, os sintomas podem aparecer de 2 a 14 dias. 

Os sintomas mais frequentes são: febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, mal estar, diarreia e, após alguns dias, manchas avermelhadas pelo corpo. Na evolução da doença, podem ocorrer hemorragias e vômitos.

Tratamento: A partir do início dos sintomas, o tratamento deve ser iniciado precocemente. “Portanto, caso você adoeça, procure por atendimento médico o quanto antes e sempre informe se teve situações de risco de exposição a carrapatos”, finaliza Janaina.

A Prefeitura de Itu segue monitorando áreas verdes com incidência de hospedeiros primários, mas a população deve se atentar aos cuidados e em caso de suspeita, procurar atendimento médico o mais rápido possível, informando o possível local onde possa ter sido picada, para que as autoridades responsáveis tomem as devidas providências.

(Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br)

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