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Dengue e Chikungunya: Alerta para o número de casos na região de Itu e Salto

Muita gente pode dizer: “Todo ano é a mesma coisa!”, mas não é! Os casos de doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti estão aumentando, e em Itu, já há registros da chikungunya infectando as pessoas, além da dengue. 

Em Itu, o município registrou, no período de 1º de janeiro de 2023 até o último dia 3 de junho, 894 casos de dengue, 5 casos de chikungunya e nenhum de Zika vírus. A Secretaria Municipal de Saúde informou que, em 3 de junho, estavam em investigação 46 casos de arboviroses urbanas. No período de 1º de janeiro de 2023 até o último dia 31 de maio foram notificados 1.328 imóveis com criadouros positivos para Aedes aegypti.

Se compararmos com os dados do mesmo período do ano passado, os casos de dengue dobraram, e a chikungunya “apareceu”. No período de 1º de janeiro a 31 de maio de 2022, de acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac” (CVE), foram registrados em Itu 425 casos de dengue. No mesmo período, ainda segundo o CVE, não houve registro de casos de chikungunya e de Zika vírus em Itu.

Em Salto, a Secretaria de Saúde, através da Vigilância Epidemiológica, informou que, de janeiro ao dia 5 de junho, foram confirmados 1.419 casos; adquiridos na cidade foram 1.390 e importados (contraídos em outras cidades) 10. A Vigilância Epidemiológica investiga 19 suspeitas e descarta até o momento, 2.229 casos. A equipe de Controle de Endemias vistoriou até o momento 20.845 residências, onde encontraram e eliminaram 1.545 focos com larvas do mosquito Aedes aegypti. Um número que deve chamar a atenção da população para a prevenção!

Alerta: Tanto em Salto, quanto em Itu, são realizadas ações de prevenção e combate ao mosquito, por parte das Prefeituras e suas Secretarias de Saúde, mas um fato que precisa de destaque é que cabe a cada cidadão os cuidados com o seu espaço, e também estar atento a possíveis criadouros próximos da sua casa, do trabalho, da escola dos filhos. Em caso de suspeita, é possível denunciar. 

Para denúncias em Salto: O setor de Controle de Endemias informa que qualquer pessoa pode realizar denúncias ou esclarecer dúvidas pelo telefone (11) 4029-4212, que consta no adesivo de vistoria deixado nas residências, após a visita do agente, ou através do e-mail: zoonose@salto.sp.gov.br. 

“Imóveis que sejam suspeitos e estejam se negando a vistorias ou que estejam abandonados podem ser autuados, entretanto, estes passam por retornos periódicos até que a vistoria seja realizada, e em imóveis desocupados realizamos a busca pelos proprietários ou herdeiros através do cadastro imobiliário da prefeitura, até que a visita seja consumada”, explicou Leandro Bernardes, coordenador do Controle de Endemias de Salto.
Para denúncias em Itu: através do atendimento ao cidadão e-ouve ou pelo telefone do serviço de Controle de Vetores: (11) 4023-4334.

Prevenção e combate – “Todos os trabalhos realizados pelo município, em Itu, seguem as diretrizes do Plano Nacional de Prevenção e Controle de Arboviroses do Ministério da Saúde que incluem visitas casa a casa, controle de pontos estratégicos, bloqueio em casos suspeitos e confirmados e controle químico de alados. Também são realizados quatro levantamentos de índice larvário que indicam as regiões com maior probabilidade de transmissão, bem como os principais criadouros encontrados”, explicou Gilberto Lucena, Biólogo e coordenador do serviço de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde de Itu.

Já a Secretaria de Saúde de Salto informa que vem atuando diretamente no controle do vetor no município, e reestruturou a equipe, com a contratação de mais dois agentes a partir de junho/2023, atingindo um número suficiente para o atendimento das demandas que consistem no trabalho porta a porta e em busca de focos, vistorias em depósitos e empresas, educação ambiental em escolas, vistorias em imóveis públicos, exposições em eventos e palestras em empresas e instituições de ensino, ações de educação nos centros de referência de assistência social, tratamento químico de criadouros permanentes em potencial, informação na conta de água do munícipe, comunicação sonora (carro de som) e stands de orientações em locais públicos. 

“Alertamos que a população do mosquito Aedes aegypti reduz naturalmente no período de estiagem, entretanto, se mantém em locais onde sempre existe água, a exemplo de reservatórios mal tampados cujas frestas permitem o acesso do pernilongo, bem como em recipientes com plantas diretamente na água e em muitos ralos, tanto sifonados ou com drenagem deficiente, permitindo a proliferação de mosquitos quando a água permanece por pelo menos uma semana, período que a larva demora para se desenvolver até a forma alada, portanto a população deve sempre se manter atenta à locais que permitem o acúmulo de água, que provavelmente servirão de suporte para a população de Aedes aegypti remanescente”, finalizou Leandro. 

Para acabar com o Aedes aegypyi, não deixe água parada!

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