Neste domingo, dia 14 de maio, celebramos o Dia das Mães. Data carregada de significado, de amor e carinho. Mãe não é somente aquela que gesta, mas sim a que acolhe, educa, cria, caminha ao nosso lado ainda quando nem nós mesmos aprendemos a andar; é a que ama incondicionalmente, protege e cuida. Colo de mãe é o melhor lugar do mundo para estar.
O fato é que, para elas, a grande e divina missão de educar, está cada dia mais desafiadora. Quando se diz que filho não vem com manual de instrução e que cada gestação é única, isso é muito verdade.
Não deve existir coisa mais emocionante e ao mesmo tempo, “assustadora”, do que sentir o coração batendo fora do peito. E dar o seu melhor para formar o caráter de outro ser humano, para que venha contribuir tanto para este mundo. Os desafios de hoje, com certeza são imensos!
Elas desempenham diferentes papéis, e mesmo sendo antes, mulheres, as mães ainda fazem tudo com maestria; é claro que não são perfeitas, são humanas! Mas buscam sempre acertar, e tudo isso, em um universo que oferece tantos perigos, cada vez mais próximos de seus filhos, a distância de um toque, nas telas. Os filhos estarem dentro de casa, diferente de antigamente, não quer mais dizer que estão “protegidos” dos males do mundo.
É preciso redobrar, multiplicar os cuidados, estarem sempre atentas ao que os filhos estão consumindo no mundo virtual, às novas relações e conexões, além dos conteúdos, se são impróprios para cada idade ou não. Em homenagem a todas elas, o Jornal Agora Itu traz quatro lindas mães para partilhar suas experiências com seus filhos. Confira!

Marcia Pereira Cruz, 57 anos, Delegada de Polícia, é mãe de três filhos: Márcio Francisco, de 36 anos, Mário Sandro, de 31 anos e Maria Laura, de 26.
“Ser mãe, para mim, é uma benção de Deus, uma dádiva, sem sombra de dúvidas, minha melhor obra. Coração batendo fora do peito. Nem tudo são flores na maternidade, é bem verdade, mas qualquer sacrifício feito vale a pena ao compararmos com tudo de bom que nos traz. Por todo amor envolvido e a oportunidade de presenciarmos a evolução de um ser humano, desde a mais tenra idade até a fase adulta, e sabermos que estamos participando e sendo o condão desta evolução. E no meu caso, ter a felicidade de saber que nada foi em vão, as noites mal dormidas, as preocupações na infância e na adolescência, para hoje me deparar com três pessoas adultas, pessoas de bem, de caráter, que estão buscando seus caminhos, sabendo que eu plantei estas sementes que agora estão frutificando e me enchendo de orgulho. Meus filhos, com certeza, são os amores da minha vida!
É um grande desafio educar filhos nos dias de hoje, a internet trouxe muitas coisas boas, mas também ruins. Infinitas informações, boas e ruins e a facilidade de acessá-las exige dos pais uma especial atenção e vigilância. Quando uma criança tem acesso às redes sociais, é preciso e necessário o acompanhamento dos pais. A criança está quieta em seu quarto no computador, por exemplo, mas o que ela está acessando? Com quem está conversando? É fundamental a vigilância, pois na internet há todo tipo de gente, pervertidos e pedófilos, pessoas pregando a violência e induzindo as crianças a praticá-la. É de fato muito trabalhoso para os pais ter conhecimento e acompanhar tudo o que seus filhos têm acesso na internet, mas somente a vigilância pode impedir um mal maior.
Quando meus filhos eram crianças e depois adolescentes, a internet não era o que é hoje, existia um começo das redes sociais como Orkut, MSN e também os jogos online e em razão da minha profissão e tudo o que eu via na delegacia, sempre fui muito desconfiada, tratava disso com certo rigor, por exemplo, não deixei que meus filhos se trancassem, para que eu pudesse ter acesso ao quarto deles a qualquer momento. Também incentivava outras atividades, prática de esportes e etc., para que não ficassem durante todo o tempo no mundo virtual. Mas como disse, não existe fórmula mágica para educar os filhos. Existem sim pais atentos e dispostos a dispensar seu tempo com os filhos. Apesar da minha rotina corrida, plantões e etc. eu procurava nunca baixar a guarda, estar sempre alerta ao que estava acontecendo, as companhias, onde e com quem iam aos lugares. É muito importante conhecer as pessoas que se relacionam com seus filhos. Fazer parte efetivamente da vida dos filhos.
Eu tive sorte? Talvez. Mas também tive muito trabalho. Levar e buscar meus filhos nos lugares em que queriam ir quando adolescentes, checar se era apropriado ou não. No início da vida adulta, já maiores de idade, mesmo assim, esperá-los acordada. Enfim, com certeza não fui perfeita e cometi erros, mas fiz o meu melhor para a melhor e mais bonita função: ‘ser mãe’. Se fosse necessário, faria tudo de novo”.

Natacha Fortini, 33 anos, Representante Comercial, é mãe do Thomas, que tem 2 anos.
“Ser mãe, para mim, é estar e ser completa, ter sido casa e porto seguro, um eterno abrigo. Enxergar tudo com cuidado e carinho, ter a oportunidade de compartilhar e aprender com ele. É entender tudo o que minha mãe me dizia sobre o maior amor do mundo. Com muitos desafios, é se doar para criar um ser humano, é ter um amor sem igual, que preenche, completa e que transborda. Isso é loucamente maravilhoso!
Acredito que o maior desafio, nos dias de hoje, é de como lidar com o excesso de informação a uma tela de distância, temos primeiramente o desafio de nos reeducar com o uso das telas para não nos tornarmos influência negativa para nossos filhos e tentar ensiná-los o uso moderado delas e suas informações; para tudo tem o seu horário e tempo limite de uso. O desafio com nossos filhos é transformá-los em pessoas confiantes de si mesmas e questionadoras, para evitar que sejam influenciadas por tudo aquilo que lhes digam ser verdade neste meio digital. Para isso, a criança precisa de afeto, dedicação de tempo e principalmente, de atenção verdadeira. Abastecer as necessidades emocionais com respeito é muito importante para a conexão com os pais. Limites respeitosos precisam ser colocados, vivemos em sociedade, e assim como a vida cotidiana, temos regras, e a questão é, como ser ensinado, assim criando um filho que sabe pensar e tomar boas decisões”.

Thalita Tolaine Sobral, 31 anos, Empresária, é mãe da Lara, com 4 meses.
“Estou no início da experiência de ser mãe, mas se fosse para definir em uma palavra, seria guerreira, a primeira coisa que você aprende quando vira mãe é lutar incansavelmente pelo bem estar da sua criança. É aprender uma lição por dia, nunca se sentir sozinha, nunca mesmo (até para ir ao banheiro), é sentir aquele amor que chega doer o peito, é aceitar que você fará o seu melhor e mesmo assim, nunca parecerá suficiente, pois nasce uma mãe e junto nasce uma culpa. Enfim, é evoluir constantemente e crescer junto com seus filhos, mantendo o equilíbrio entre o racional e o emocional.
Acredito que o maior desafio em ser mãe nos dias atuais, é criar vínculo com os filhos, onde cada dia as crianças têm mais acesso à tecnologia, que sem dúvidas é mais interativa que a família e esta nova era é inevitável, não tendo como competir, é como andar em uma corda bamba, tentando manter um equilíbrio entre o certo e o errado. Mas acredito que com limites, paciência e persistência, conseguimos utilizar esta tecnologia a nosso favor. Minha filha com 4 meses já se interessa pelas telinhas, eu cansada do trabalho, faculdade, e tarefas de casa, às vezes penso que seria mais fácil deixar, mas prefiro entreter ela de outra forma, pelo menos neste primeiro momento”.

Vanessa Dragão, 35 anos, Esteticista, é mãe da Laura, que tem 9 meses.
“Ser mãe me ensinou que a vida muda de repente. Um dia você está confusa, procurando seu caminho… No outro, descobre seu maior propósito: amar, cuidar e proteger! Aí, tudo começa a fazer sentido e você só consegue olhar para o céu e agradecer, porque ser mãe é um presente de Deus!
Não é fácil conciliar a maternidade e empreender, mas graças a Deus eu tenho uma rede de apoio muito forte, que é o mais importante! E estou muito feliz em ter conseguido conciliar tudo isso de uma forma feliz e com muita leveza . Pois amo meu trabalho e amo ser mãe”.




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