Neste domingo, dia 14, é comemorado o Dia dos Pais no Brasil, data cheia de amor e significado para pais e filhos, momento de reunir a família em volta da mesa, de abraçar, homenagear e presentear, mas, mais que isso, de dizer o quanto os amamos.
Pais jovens, pais maduros, pais de coração, avôs que são pais duas vezes, padrastos que assumem o papel de pai, mãe que também é pai, pai que também é mãe, mas o fato é que sempre a figura paterna vai existir e tem um enorme espaço em cada coração.
A data é celebrada em diferentes épocas ao redor do mundo. No Brasil, a primeira celebração dos pais aconteceu em 1953, no dia 16 de agosto. Ela foi pensada pelo publicitário Sylvio Bhering e o objetivo era tanto social quanto comercial. A ideia era de associar a data ao dia de São Joaquim, dia 16, em um país cuja religião era predominantemente católica. São Joaquim é pai de Maria, avô de Jesus. Em anos posteriores, a celebração foi mudada para um domingo, o segundo do mês de agosto, como é comemorado até hoje.
Você vai conhecer agora três lindas histórias de pais e filhos, pais heróis, que abraçaram a paternidade de todo coração. Uma maneira do Jornal Agora Itu homenagear a todos os papais.

Pai para toda “obra” – Armando de Moraes e Souza Toledo conheceu aos 31 anos, o amor que, com certeza, mais mudou e preencheu sua vida: o amor de pai. Ao carregar Manuela Francischinelli e Souza Toledo nos braços pela primeira vez, ainda não poderia imaginar a dimensão que este amor tomaria a cada dia. Hoje, passados 19 anos, ela uma moça linda, e ele um pai que completou seus 50 anos, a sintonia é ainda maior.
Casado com Luciana M. Francischinelli e Souza Toledo, engenheira agrônoma e professora, Armando, por sua profissão que na maioria do tempo é exercida em home office, e a da esposa com grande parte tempo fora de casa, assumiu a rotina de várias atividades com a filha, com todo o prazer, coisa que nem todo pai consegue.
Corre daqui, corre de lá, sempre foi um paizão muito presente e participativo na educação de Manu, o que pode não ser fácil quando se trata de cuidar de uma menina. Mas ele sempre tirou de letra isso.
“Sempre tive o desejo de ser pai, é a melhor forma de amor que pode existir! É maravilhoso e encantador. Nós que somos homens, desde muito cedo temos que aprender a lidar com a diferença de gênero. E isso é sensacional. E sempre dizendo sobre o que se deve ou não fazer, aprendemos juntos”, declara.
A relação de pai e filha é de muito amor, carinho, respeito e principalmente, confiança. E tem coisas que é só o pai que Manu chama para fazer: “Para ir na academia, supermercado e buscar de madrugada na balada, principalmente!”, comenta.
A paternidade fez de Armando outra pessoa. “Mudou minha vida para muito melhor, sentimos uma nova força para agirmos e fazermos tudo do melhor jeito. Sempre procurando nos comportar melhor para poder ser o exemplo. E nossa responsabilidade, mesmo que sendo maior, torna-se até mais gostosa”, enfatiza.
Manuela é o orgulho da família. Atualmente, cursa Medicina Veterinária na UniMAX em Indaiatuba. Amor que pai e filha têm em comum, inclusive adoram passear juntos com seus cães.
E Manu faz questão de expressar essa linda ligação com seu pai, através de suas palavras. “Achei que seria mais fácil escrever sobre uma pessoa tão especial e essencial na minha vida, meu pai. Mas, definitivamente, não tem palavras que possam descrever tão bem tudo o que eu admiro e amo nessa pessoa e o quanto eu sou grata a Deus por ter me escolhido para ser sua filha. Ele me criou e me ajudou a me tornar a pessoa que sou hoje, caminhou ao meu lado, vibrou o meu sucesso e me protegeu nas minhas aflições. Obrigada por diariamente fazer com que eu me sinta segura, amada, especial e amparada. Te levo sempre no meu coração, por onde eu for. Eu te amo, pai. Feliz Dia dos Pais!”.

Pai de alma e coração – O chamado veio do coração, quando Ronaldo Pilon Sabbadini e Rosane Gregório de Oliveira Sabbadini, sabendo que não poderiam ter filhos biológicos, não desistiram de serem pais. Ronaldo, que sempre teve o desejo da paternidade, casou-se em 2009 mas só descobriu que era infértil alguns anos depois. Contudo, isso não foi impedimento para realizar seu sonho: ele foi atrás da Vara da Infância e da Juventude para buscar a adoção.
E teve a certeza de ter tomado a melhor decisão da sua vida, ao colocar seus olhos pela primeira vez na sua filha, Camille. Camille Vitoria de Oliveira Sabbadini, hoje é uma menina de 12 anos, e há 7 anos foi escolhida como filha afetiva. “Lembro-me do jeitinho dela assustado, tímido, inocente e acanhado, mas ao mesmo tempo, com ternura no coração”, recorda o pai do primeiro encontro com a filha.
“Ela preencheu um vazio em minha vida, uma felicidade indescritível”, afirma Ronaldo, que não hesitou em adotar uma criança que na época, não era um bebê, como a maioria dos casais na fila da adoção esperam. Camille tinha 5 anos, e, nem a idade nem a cor da pele diferente da dos pais foi impedimento algum. O amor já estava ali e falou mais alto.
“Embora cronologicamente ela não seja mais bebê, pra mim ela é um bebê sim. Por ter experiências de vida anteriores à adoção, tivemos que moldar a conduta dela e os hábitos, sempre com carinho”, explicou. O maior desafio na paternidade, revelou: “Passar para ela o que nós sabemos e aprendemos, bem como o que a vida ainda está nos ensinando”.
Sobre ser pai, Ronaldo conta como mudou a sua vida. “Tudo passou a ser feito pensando nela, até as menores coisas. Em tudo que faço, penso nela. Não tem preço ver o sorriso dela e nem dinheiro que pague. Embora a Camille não seja biológica, ela é um presente de Deus que me foi dado, para dar mais sentido à minha vida”.
Camille, em sua inocência de menina, define o que representa o pai, que nitidamente, ela ama de todo coração. “O papai é muito importante pra mim. Eu amo muito ele (sic). Ele cuida de mim, sempre dá beijinhos na testa”. Já a esposa, Rosane, completa: “Tenho certeza de que o Ronaldo é um porto seguro para Camille. Ela se tornou uma criança muito feliz, pois sente o quanto é amada. Eles têm uma relação muito especial, cheia de afeto. Ela não poderia ter um pai melhor!”

Pai inseparável – Felipe Tavernaro conheceu a paternidade aos 33 anos, quando Giuseppe de Arruda Tavernaro nasceu. Hoje, com 5 anos de idade, a relação com o filho mantém-se firme e forte, mesmo com a separação entre Felipe e a mãe do seu filho. A guarda da criança é unilateral para a mãe, mas Felipe é um pai presente.
“Faço questão de estar sempre por perto e participar ativamente de todas as atividades do meu filho, sejam elas relacionadas à saúde, educação, acadêmicas, entre outras. Acredito que eu devo ser sempre um espelho para o futuro homem que estou deixando de herança para o mundo”, revela Felipe.
Ele conta que, quando se divorciou da mãe do Giuseppe, passou por momentos muito difíceis. “Um desses momentos foi a decisão da guarda, pois não tive abertura para que eu pudesse ter a guarda compartilhada, mesmo eu sendo um pai extremamente presente e ativo na vida do Giuseppe. Apesar de não ter a guarda compartilhada, eu fiz e faço de tudo para que possa estar perto do meu filho todos os dias”, diz.
“Me tornar pai foi uma decisão muito pensada e desejada por mim. Então, mesmo após o fim do relacionamento com a mãe dele, eu não poderia ficar longe da pessoa que trouxe a maior emoção que eu já senti na vida, e olhar para meu filho todos os dias torna meu mundo melhor, mais alegre e feliz. Sem contar o orgulho e dever de educar e ensinar ao meu filho os caminhos do amor, do bem, da ética e do respeito pelo próximo”, declara.
Para Felipe, a paternidade representa o amor: “Representa tudo o que há de melhor em mim e meu legado para o mundo”. E salienta, como paizão de menino, que um dos maiores elos com o filho “é com certeza o futebol, seja jogando junto ou mesmo na torcida pelo nosso time do coração, o Palmeiras”.
“Amor de pai é ensinamento, é respeito, é paixão, é ser herói pelo exemplo. Amor de pai é tudo isso e muito mais. É viver a experiência de deixar uma versão ainda mais evoluída de nós mesmos”, finaliza.




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