Vereadores dizem que é preciso pensar em uma nova sede

Das quase cinco horas que durou a 22ª Sessão Ordinária na segunda-feira, 14, quase uma hora foi utilizada para discutir a necessidade de uma nova sede para o Legislativo.
Quem começou o debate foi o vereador Dito Roque, que foi sucedido por outros colegas. “Não tem condições de continuar aqui”, disse Dito. “A minha sala é extremamente pequena, se entrar duas pessoas lá não cabe. Não tem como atender o povo”.
Com relação a ação ser impopular o vereador foi categórico. “O povo entende, ele sabe quem trabalha, e quem trabalha precisa de condições. Hoje à tarde eu precisava atender seis pessoas, e elas tiveram que ficar no corredor. Se quisermos receber representantes de uma entidade, de um bairro, não dá…”. E continuou: “o povo vai achar que está gastando dinheiro como não deve, mas não é isso, estamos arrumando um jeito de atender melhor o povo. Precisamos de espaço e isto precisa ser resolvido nesta legislatura”.
O vereador Giva também defendeu a mudança e sugeriu novas sedes. “Nós não temos uma Câmara estruturada. Se o vereador e um assessor estiverem no gabinete, não dá para atender. Precisamos dar dignidade para as pessoas que nos procuram”. E sugeriu o presidente José Galvão: “Peça a Escola Convenção ao nobre prefeito. Ali teremos espaço, liberdade, e poderemos incluir o Instituto Legislativo Ituano. ”
A vereadora Maria do Carmo também sugeriu uma solução. “Queria aproveitar para sugerir à Prefeitura, que vai recuperar o prédio da escola Cesário Motta, que está totalmente abandonado. Tem o estacionamento da escola. Acredito que isso possa ser também uma sugestão para a sede do Legislativo. ”
“Realmente, temos a necessidade de mais espaço, a nossa estrutura é muito pequena”, destacou Macruz. Henrique de Paula também defendeu que os vereadores precisam ter um pouco mais de condições de trabalho. “A população tem que saber diferenciar as condições que temos aqui de regalias. Aqui nós não temos regalias’’.
Sem crédito
Giva e Dito Roque prosseguiram o debate. “Precisamos de um Legislativo de acordo com a grandeza da cidade. Mas, nós, vereadores, estamos sem crédito, e somos culpados, de certa forma, mas não podemos baixar a guarda. Não agradamos à maioria da população, mas tentamos. Estamos precisando resgatar o nosso poder, a nossa força. Onde está a tripartição dos poderes? Cada ato nosso é questionado por um outro poder. Somos um colegiado legitimo eleito pelo povo!”, disse Giva.
“O Judiciário tem a sua sede, o Executivo tem. Imagine se não tivessem feito a nova sede da Prefeitura, o prefeito iria estar aonde, na Barão do Itaim? Sem condições… “, afirmou Dito Roque, afirmando ainda que “no passado, esta Casa tinha no orçamento, dotação para esta finalidade, e foi devolvido para pagar dívida da Prefeitura. Diminuiu a dívida? Não. Entra prefeito, sai prefeito, só reclama da dívida. “