Superintendente da CIS explica “rede de alerta” para evitar novas contaminações da água

Após sessões de atrasos, inclusive o recesso parlamentar, o superintendente da Companhia Ituana de Saneamento – CIS, Vicent Menu, marcou presença na Câmara de Vereadores para prestar esclarecimentos aos vereadores ituanos sobre os temas relacionados a situação hídrica da cidade. O convite informal foi atendido após intermediação do líder do prefeito, Ricardo Giordani.
A vereadora de oposição Maria do Carmo Piunti relembrou a solicitação feita em maio sobre as possíveis contaminações que atingiu o sistema de abastecimento da cidade. 
O superintendente iniciou sua explanação sobre os agrotóxicos identificados na água ainda em maio: “São 81 parâmetros diferentes para análise da água para uso de abastecimento. Regras nacionais que apontam valores máximos e mínimos, além de coletas e análises com as respectivas periodicidade. Todas as medições estavam dentro dos limites aceitáveis. Não tem outra explicação. Esta é a informação oficial, com segurança”.
Já sobre as contaminações no Ribeirão Mombaça, Vicente explicou que a CIS está atenta e em contato com as cidades vizinhas para localizar a origem e que tipo de produto foi lançado no leito do ribeirão: “Tivemos ocorrência no dia 11 de julho e 3 de agosto na coleta da ETA do Rancho Grande. Suspendemos o tratamento no momento da identificação da suspeita. Garantimos a qualidade da água, pois a ETA recebe água de 6 mananciais. Fizemos várias coletas e óleos e graxas foram identificados. Estamos com a captação do Mombaça temporariamente suspensa. Temos afluentes que podem ter despejado produtos, ainda não identificados. Esses são os fatos e estamos em contato com as cidades vizinha e a Cetesb”. Vicent também registrou denúncias na Cetesb e também o boletim de ocorrência na Polícia Civil.
O superintendente ainda comentou que para ampliar a ação da CIS em prol da qualidade das águas: “Vamos montar uma rede de alerta com à população ribeirinha e parceiros das outras cidades para tentar fechar o cerco e identificar antecipadamente o problema e achar o real problema. Ao mesmo tempo, com a verba do Fehidro instalaremos sistemas de monitoramento online em pontos estratégicos no Mombaça e Pirajibu, sensores de qualidade da água”.
A oposicionista Maria do Carmo Piunti questionou a transparência das ações da CIS e a falta de ação efetiva no esclarecimentos dos fatos. José Galvão aproveitou para indagar a possibilidade de sabotagem no sistema de água.

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