Mais de 132,4 milhões de animais de estimação movimentam o mercado Pet

Para se ter uma ideia como o mercado Pet tem influência na economia do país, o segmento é que mesmo em um ano de crise conseguiu aumentar em 4,9% o faturamento, chegando a R$ 18,9 bilhões em 2016, e o aumento projetado em 2017 foi ainda superior, de aproximadamente 7%.
Para a assessora econômica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo – FecomercioSP, Fernanda Della Rosa, o setor tem sido beneficiado com o fator de baixa elasticidade da demanda: “Por causa do envolvimento emocional, os gastos com animais têm tido prioridade no conjunto de gastos das famílias, por isso, não sofre tanto o impacto da crise econômica”, analisa.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – ABINPET, pet food – alimentos para animais – representa 67,3% do faturamento do setor. Na sequência aparecem os segmentos de serviços, como banho e tosa, com 16,8%; pet care (equipamentos, acessórios e produtos de beleza) no terceiro lugar, com 8,1% e pet vet (produtos veterinários) em quarto lugar, com 7,8%. “A variedade de produtos com diferentes faixas de preços viabiliza e facilita a compra. Grandes redes também parcelam o pagamento no cartão, o que permite a compra de maior quantidade de itens”, explica Fernanda.
Os dados estatísticos impressionam. No Brasil, há mais de 132,4 milhões de animais de estimação, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Calcula-se que os lares brasileiros possuam mais de 52 milhões de cães, mais de 37 milhões de aves, 22 milhões de felinos e 18 milhões de peixes. Entre os animais de estimação exóticos e menos populares estão répteis, anfíbios e invertebrados.
No mercado mundial, o Brasil está em terceiro lugar em faturamento, com uma fatia de 5,14% de um total de US$ 105,3 bilhões de faturamento em 2016. De acordo com a Euromonitor International, o país está atrás dos Estados Unidos e do Reino Unido.