Prefeitura terá de explicar locação de prédio para o Hospital Dia; Giva conquista verba para equipamentos

O pedido de explicações do vereador oposicionista Reginaldo Carlota à Prefeitura foi aprovado pela Câmara Municipal e o Poder Público precisará prestar esclarecimentos ao Poder Legislativo.
Na solicitação aprovada, o vereador aponta suspeitas de fraude na locação e nas obras de reforma do Hospital Dia: “o prefeito de Itu fechou um contrato com a empresa Hospital Nossa Senhora da Candelária no valor de R$ 1.793.000,00 para locar o prédio da empresa em questão, situado na Rua Convenção, 550, Vila Nova, Itu, pelo período de 60 meses, correspondentes a 10/07/2017 a 09/07/2022, sendo pagos à mesma, mensalmente, o valor de R$ 32.600,00. Ocorre porém, que, de acordo com uma publicação na edição de número 390 do jornal “Imprensa Oficial da Estância Turística de Itu”, datada de 30 de julho de 2017, a locação do referido prédio, alugado para a Prefeitura de Itu, foi realizada sem licitação. Ainda segundo a publicação, a dispensa de licitação teve parecer favorável da Secretaria de Saúde e da Assessoria Técnica Jurídica, que ratificou a contratação direta do imóvel”.
O líder do prefeito afirmou que o esclarecimento será importante: “Quando os questionamentos forem técnicos sobre os temas vamos aprovar, até porque esse governo não tem o que esconder. Se não abre reclama, e se abre também reclama. O prefeito não é insano. Acredito que vai melhorar o sistema de saúde de itu. Tem algum outro prédio com esta estrutura? O grupo gestor da Saúde está analisando todas as possibilidades”, disse Giva. O vereador aproveitou o debate do requerimento para revelar que conquistou por intermédio do deputado estadual Rogério Nogueira no valor de R$ 500 mil para a compra de equipamentos: “Vou cobrar a Prefeitura o atendimento das necessidades burocráticas para garantir a verba do deputado. Temos de buscar a colaboração dos deputados com os recursos”.
O vereador Rodrigo Macruz entende que os pedidos de informações do autor do requerimento são “absurdas”, porém afirma: “Vamos aprovar, mesmo entendendo que é uma piada o pedido. O vereador faz o requerimento e não fica no plenário. É lamentável. Os requerimentos precisam ser mais técnicos para ter sentido”, completou o vereador.