Comissão de Ética analisará denúncia contra Reginaldo Carlota

O vereador Reginaldo Carlota terá de prestar esclarecimentos na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vereadores.
Isso porque na última segunda-feira, dia 5, no retorno dos trabalhos do Poder Legislativo, o primeiro secretário da nova Mesa Diretora, o experiente Benedito Roque Moraes leu e deu encaminhamento à denúncia apresentada pela jornalista e ex-candidata a prefeita, Monica Seixas contra o vereador Reginaldo Carlota.
A denúncia foi lida na íntegra e o presidente, como é de praxe, enviou o documento à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, atualmente presidida pelo vereador José Galvão (DEM), tendo como membros Rodrigo Macruz (PTB) e Giva Soares (PROS). A partir da análise da denúncia, a Comissão emitirá seu relatório favorável ou não à denúncia contra o vereador, que deverá ser ouvido para apresentar sua versão dos fatos.
Segundo as informações colhidas pela reportagem, a denúncia não tem potencial para culminar na cassação do polêmico Carlota, apesar da “torcida” de alguns vereadores.

Ausência
Curiosamente na mesma sessão que o vereador é acusado de quebra de decoro parlamentar pela jornalista Monica Seixas, Carlota não compareceu na primeira sessão legislativa.
O vereador apresentou um laudo médico informando que estava impossibilitado de comparecer ao plenário.

A denúncia
No documento apresentado, a autora da denúncia relata que “no dia 24 de janeiro de 2018 uma publicação na página oficial do vereador na rede social Facebook se tornou debate em toda a cidade. No texto o edil responde a uma queixa, feita por uma cidadã na mesma rede social, com sete tópicos em que ele tenta justificar o porquê de não pode atender sua solicitação”.
Ainda na denúncia, num dos posts “o vereador se dirige à munícipe pelo adjetivo (sic): “Putiane”. O texto não consta mais em seu perfil. Foi apagado após grande mobilização da população”.
O post foi apagado, porém após viralizar os prints da fala do vereador: “Uma das respostas frente à nova crítica nesse mesmo post também chama a atenção: o vereador assume, o que é fato, que costuma responder as cidadãs chamando-as de “puta para cima”.
No relato da denúncia, Mônica afirma: “Antes de qualquer análise sintática da palavra, o comentário destacado não deixa dúvidas que o vereador a usa com o objetivo de desvalorizar, desmerecer, inferiorizar, humilhar, desprezar sua interlocutora escolhendo para isso um adjetivo bastante comum de agressão às mulheres. Não se pode negar a dizer que o edil incorre em crime contra a honra, notadamente o crime de injúria, previsto no art. 140 do nosso Código Penal. O fato narrado acima e imputado ao vereador Reginaldo Carlota é grave e configura-se como lesão à ética e ao decoro parlamentar, o que nos dispositivos da Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara acarreta em perda de mandato”, completa o texto.