A Vacinação contra a Febre Amarela

Nas últimas semanas, as manchetes dos principais veículos de informação de todo o Brasil deixaram a população em alerta com o aumento do número de casos e mortes em decorrência da temida febre amarela. Em Itu, não foi diferente ainda mais a cidade tendo uma uma área verde e territorial extensa, além da proximidade com Sorocaba e outros municípios com suspeita de casos da doença.
O desespero dos ituanos foi tanto, que as informações, mesmo que divulgadas pela Secretaria da Saúde através das redes sociais e com cartazes nas portas dos postos, por exemplo, não foram suficientes e nem eram digeridas da forma correta pela população, que buscava incessantemente a vacina, ficando a madrugada inteira na frente dos postos de saúde.
Alguns aspectos precisam ser analisados para a necessidade de mutirões de vacinação em virtude da possibilidade de aumento dos casos nas próximas semanas na região e até mesmo ao aparecimento de algum caso na cidade. A prioridade de vacinação contra a febre amarela é a região rural e também as pessoas que possuem viagens agendadas – e comprovadas para áreas de risco no restante do país.
Infelizmente, apesar de entender a preocupação, nos primeiros dias de intensa vacinação na unidade de Saúde do Bairro Brasil, por exemplo, muitos cidadãos estavam na fila, e chegaram a virar a madrugada, sem a mínima necessidade de ser imunizado neste momento, pois residem na região central e não tem viagem prevista nos próximos meses.
Vale ressaltar que nos deparamos com funcionários da Secretaria da Saúde precisando de uma dose extra de paciência para explicar didaticamente os motivos que este ou aquele cidadão não receberia a vacina naquele dia, mas mesmo assim muitos não entendiam, pois achavam que estavam sendo discriminados ou deixados de lado na ação de imunização.
É necessário que todos entendam a importância da comunicação numa situação de crise como esta e que possa ser feita da forma mais clara possível para evitar ruídos de entendimento e provocar tumultos como têm acontecido. Ao mesmo tempo, o bom senso precisa prevalecer. Se você não vai viajar para alguma área de risco e não mora na região rural, entenda que você não é prioridade para a vacinação, pois você poderá tirar a chance de imunizar um cidadão que realmente corre o risco de contrair a Febre Amarela, que pode ser fatal.