CIS equaliza abastecimento de água, mas alerta para consumo consciente

Quando o período de estiagem se estende os ituanos já ficam em alerta para uma possível falta de água, em especial nas regiões mais afastadas e altas da cidade.
Essa preocupação e medo de um novo racionamento ou constantes falta d’água se deve ao grave problema ocorrido em 2014 quando a cidade passou por sérios apuros no quesito abastecimento de água.
A reportagem do Agora Itu se reuniu com o superintendente da Companhia Ituana de Saneamento, Vicent Menu que garantiu o abastecimento de água aos munícipes e também a regularização do sistema de captação, tratamento e distribuição, além de novos investimentos para ampliar a capacidade de reservação de água tratada: “A reserva de água tratada é fundamental para ter um pulmão para atender os picos de consumo. São importantes e estamos trabalhando para novos investimentos, porém temos de pensar nos mananciais para resolver o fantasma da falta de abastecimento”.
Um dos pontos citados pelo superintendente é a utilização, no futuro do Rio Tietê, para abastecimento: “Temos 9 mananciais, porém a vazão é reduzida e quando temos uma estiagem o volume reduz ainda mais. O Rio Tietê, por exemplo, seria um manancial importante e fundamental, pois tem uma vazão com alto volume, porém sabemos que é inviável atualmente. Acredito que futuramente poderemos utilizar, porém enquanto isso não é possível devido aos custos e tecnologia temos de buscar soluções a curto prazo”, comentou Vicent.
Para atender a demanda, a adutora do ribeirão Mombaça e Pau D’Alho foi ativada, porém ainda não em sua capacidade completa: “O Mombaça encontramos com situação também delicada em infraestrutura, pois faltavam equipamentos e manutenção nos existentes. Após um período de adaptações, ativamos 50% do Mombaça que tem um volume importante e auxilia no abastecimento quando acontece a redução e vazão nos demais mananciais durante a estiagem”.
O superintendente ainda alertou para a situação da infraestrutura da adutora: “Não temos energia no local e o bombeamento é mantido desde dezembro, quando acionamentos a adutora, através de gerador de energia. A outra bomba ainda precisamos adequar em virtude de equipamentos faltantes. Temos outro problema, pois os últimos 500 metros de adutora para chegar na sede de tratamento e distribuição do Rancho Grande foi feita uma gambiarra. Os diâmetros das tubulações são diferentes e prejudica a chegada da água, e portanto, vamos precisar investir”.
A CIS ainda pretende investir na recuperação de represas e também ações de desassoreamento das represas existentes para ampliar o volume de água reservado para ganhar tempo de abastecimento durante a estiagem.
Piraí – Questionado pela reportagem sobre a importância da construção da Barragem do Ribeirão Piraí em regime consorciado com as cidades de Salto, Indaiatuba e Cabreúva, o superintendente afirmou que seria uma importante obra para garantir o abastecimento nos próximos anos: “Sabemos que não é uma obra imediata, porém serão 800 litros por segundo que ainda serão divididos pelas cidades do consórcio e que serão importantes para reforçar o abastecimento pelos próximos, no mínimo, 10 anos”.