Tarifas de energia terão reajuste de até 21,51%

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na terça-feira (17/10), em reunião de diretoria, o reajuste médio de 17,28% nas tarifas aplicadas pela CPFL Piratininga, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende Itu.

As novas tarifas entrarão em vigor a partir de segunda-feira,  23 de outubro e serão aplicadas para clientes de alta e baixa tensão. Para os primeiros, que incluem as indústrias de grande porte, a alteração será de 21,51%. Já a tarifa aplicável aos consumidores de baixa tensão, como residências e estabelecimentos comerciais de pequeno porte, terá reajuste de 14,86%.

O aumento ocorreu por conta da elevação do custo de transmissão, oriunda da revisão das indenizações das transmissoras autorizada pela ANEEL em julho deste ano, e do acréscimo no custo de compra de energia da usina Itaipu, decorrente do aumento da tarifa em dólar deste contrato. Em contrapartida, houve redução dos encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

A Tarifa

O reajuste tarifário é composto pela chamada Parcela A, cujos custos não são gerenciáveis pela CPFL Piratininga e não integram a sua remuneração, e pela Parcela B, que considera os gastos operacionais gerenciáveis da empresa e determinam a sua remuneração. Nesse percentual também estão inclusos os reajustes anuais na tarifa, previstos pela regulação da Aneel.

Campanha

A ANEEL determinou que as concessionárias de distribuição de energia elétrica realizem, no mês de novembro de 2017, campanha para orientar e estimular o consumidor a usar a energia elétrica de forma eficiente e combater desperdícios. A iniciativa, deliberada na reunião pública da Agência, na terça-feira (17/10), atende a recomendação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), face à falta de chuvas que se prolonga neste ano, o que faz com que o consumidor pague pela bandeira vermelha.

O sistema elétrico brasileiro é suprido predominantemente por usinas hidráulicas, dependendo, portanto, das chuvas e do nível dos reservatórios. Em um cenário de escassez de água, usinas termelétricas necessitam ser acionadas para atender à demanda de energia. Como o custo de geração das usinas termelétricas é maior que o da geração hidráulica, a energia elétrica fica mais cara para o consumidor final. Ainda que não haja risco de desabastecimento de energia elétrica, o combate ao desperdício beneficia os consumidores, o sistema elétrico e a sociedade como um todo, pois contribui para a redução do uso das termelétricas.

Com uso de recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), a campanha será feita nos moldes da divulgação do sistema de bandeiras tarifárias, realizada em março 2015. A execução da campanha pode ser feita de forma cooperada, por meio de entidades representativas das concessionárias de distribuição.

O objetivo do PEE é promover o uso eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia por meio de projetos que demonstrem a importância e a viabilidade econômica de melhoria da eficiência energética de equipamentos, processos e usos finais de energia. Busca maximizar os benefícios públicos da energia economizada e da demanda evitada, e estimular a adoção de hábitos e práticas racionais de uso da energia elétrica.